A empresa, detida em 70% pela italiana Enel, espera que o seu lucro operacional bruto (Ebitda) atinja entre 5.600 e 5.900 milhões em 2027, com um crescimento anual acumulado de 4%.
A Enel, com presença em vários países da América Latina, comunicou hoje ao mercado o seu plano estratégico 2025-2027, no qual prevê um investimento em redes de 26 mil milhões de euros, mais 40% do que no anterior.
O negócio das energias foi afetado pela baixa dos preços e redução em algumas cadeia de produção assim como nas vendas, o que resultou numa queda das receitas. Ainda assim, os lucros aumentaram 64,9% em termos homólogos.
A multinacional italiana, que atua no ramo de geração e distribuição de eletricidade e gás, fez saber que está em causa uma subida para mais do dobro do resultado líquido de 2022. Porém, as receitas tombaram 32%.
Segundo informou hoje a empresa ao regulador espanhol, o resultado líquido ordinário, que serve de base para a distribuição do dividendo, caiu 60% para 951 milhões de euros, e o resultado bruto de exploração (Ebitda) foi de 3.777 milhões, menos 32%.
O grupo energético italiano Enel, dono da espanhola Endesa, prevê investir 36.000 milhões de euros até 2026, dos quais 9.000 milhões em Portugal e Espanha, segundo o plano estratégico 2024-2026 atualizado e divulgado esta quarta-feira.
O Grupo Enel apresentou os resultados para os primeiros nove meses do exercício de 2023. O resultado líquido da empresa italiana somou 4.253 milhões de euros. Sendo que o resultado líquido ordinário (recorrente) do Grupo fixou-se em 5.033 milhões de euros (+ 65,2% que no período homólogo).
As mudanças podem gerar um terremoto na espanhola Endesa, detida pelo italiana Enel. Para já, o mercado reagiu negativamente, com os papéis da espanhola e da italiana a sofrerem descontos assinaláveis.