A CDU/CSU e o SPD estão a acelerar o ritmo das negociações para a próxima coligação governamental. Que está longe de ser uma base de trabalho futuro: é um programa de governo.
O centro-direita alemão venceu as eleições e prometeu formar um governo com a maior brevidade possível. O futuro chanceler fez saber que planeia aumentar o investimento em Defesa e os mercados reagiram.
Considerado um dos políticos germânicos com maior prestígio interno, o atual ministro da Defesa recusou substituir Olaf Scholz antes das eleições deste domingo. Mas, se o ainda chanceles sair, pode ser que esteja interessado em avançar.
Para já, são apenas projeções, mas tudo indica que os democratas-cristãos venceram as eleições deste domingo - com o país a virar marcadamente para a direita. Olaf Scholz já assumiu a derrota.
Dando nota da importância que os alemães atribuem às eleições que estão a decorrer até ao final da tarde, a ocorrência às urnas está muito acima do que se verificou em 2021.
A provável alteração do partido que formará governo, pode trazer também uma alteração do modelo económico – que para muitos economistas chegou ao fim do seu prazo de validade.
O principal índice alemão (DAX) tem registado uma valorização superior a 13% desde o início do ano, mesmo com eleições já marcadas para 23 de fevereiro.
Os alemães vão a votos este domingo, numa eleição que traz implicações de grande alcance para a economia alemã, mas potencialmente também para os mercados financeiros europeus.
O futuro membro da administração norte-americana publicou um texto em que afirma que os extremistas da Alternativa para a Alemanha (AfD) são a única esperança para os germânicos. Curiosamente, o partido parece estar prestes a perder a segunda posição nas sondagens sobre intenções de voto.
Liberais, ecologistas e ex-comunistas averbaram pesadas derrotas nas várias eleições regionais ocorridas este mês. O que não seria dramático se não se desse o caso de dois daqueles pequenos partidos fazerem parte da coligação que assegura o governo de Olaf Scholz.
Com eleições gerais marcadas para setembro de 2025, o atual chanceler ainda não garantiu que voltará a ser o rosto do partido dentro de um ano. A vitória em Brandemburgo é, de qualquer modo, uma boa notícia para manter viva a sua carreira política.