O mercado está a assumir que vai haver um maior protagonismo por projetos de combustíveis fósseis em detrimento da energia verde. Novo presidente já ordenou a suspensão de projetos eólicos marítimos.
Através da subsidiária EDP Renewables North America, a energética vendeu à Eni uma participação de 49% num portfólio de dois parques solares operacionais e uma instalação de armazenamento de eletricidade ainda em fase de construção.
A energética contribui largamente para a subida que se registou no índice PSI, ao cabo da primeira sessão bolsista da semana. Entre as principais praças europeias, porém, o sentimento foi negativo.
A primeira sessão da semana encerrou com o PSI a negociar no 'verde', impulsionado pelos ganhos da energética. Ao mesmo tempo, as principais praças europeias viram os índices de referência em queda.
A BlackRock tem agora 3,03% do capital da EDP Renováveis, tendo mais de 31 milhões de direitos de voto. Em outubro, a gestora de ativos tinha reduzido essa participação.
A cotação de mercado dos Correios de Portugal subiu em função dos mais recentes negócios da empresa. Ainda assim, a semana encerrou no 'vermelho', com a Novo Nordisk a tombar 20%. A nova semana vai ser mais leve, como é habitual na época natalícia.
A generalidade das bolsas europeias registou perdas a terminar a semana e Lisboa não foi exceção, apesar de nova valorização acentuada dos Correios de Portugal.
Segundo os “resultados preliminares do leilão”, os dois projetos de armazenamento de energias por baterias “tem uma capacidade instalada total de 160 MW (641 MWh)”, refere a nota divulgada através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Esta transação inclui quatro parques solares operacionais, um dos quais localizado em Aragão, em operação há cerca de um ano e meio, e três localizados na Andaluzia, com entrada em operação em novembro de 2024.
A empresa da construção foi a que mais valorizou entre as cotadas do PSI, na sessão de quinta-feira. Tanto em Lisboa como em congéneres europeias de maior peso, os índices de referência registaram variações pouco acentuadas.
EDP destaca que o projeto Harrington Franklin deverá estar totalmente operacional em 2025 e "contribuirá significativamente para a estabilidade da rede de energia britânica.
As cotadas que mais caíram em bolsa em novembro foram a EDP Renováveis (-10,5%), a Semapa (-6,6%), a EDP (-5,3%), o BCP (-3,4%), a Navigator (-3%), a NOS (-1,7%), a Galp (-0,9%) e a Corticeira Amorim (-0,7%).
Vera Pinto Pereira tem um vasto caminho no mundo do trabalho, mas foi na energia que encontrou rumo. Entrou na EDP como presidente do conselho de administração executivo e desde então tem várias funções dentro do grupo energético.
Ana Paula Marques entrou no mundo empresarial pela P&G e desde então que não parou. Fez telecomunicações, foi professora e agora dedica-se à energia verde.
Os mercados ficaram marcados por um sentimento positivo, que coincidiu com as mexidas expressivas na banca italiana, em função da OPA lançada pelo UniCredit sobre o Banco BPM.
As principais bolsas europeias encerraram a semana passada no 'verde' e os ganhos estenderam-se a Lisboa. A primeira sessão da semana vai ficar marcada pelos dados referentes ao sentimento económico e dos negócios na maior economia do euro.