A evolução dos preços na Alemanha em julho reflete o maior encarecimento do petróleo e do gás, com um aumento homólogo de 8,3% na fatura energética, depois de um incremento de 3,4% em junho e de 6,6% em maio.
É a primeira vez desde fevereiro de 2022, mês em que teve início a invasão da Ucrânia pela Rússia, que a inflação subjacente na Alemanha se situa abaixo de 3%, sublinhou a Destatis.
Face a abril verificou-se um ligeiro aumento de 0,2 pontos percentuais. Excluindo os preços dos produtos relacionados com a energia, a taxa de inflação situou-se nos 2,8%.
A carteira de encomendas da indústria transformadora da Alemanha caiu 1,9% em março em relação ao mesmo mês de 2023, em dados ajustados dos efeitos de preços e sazonais.
A inflação na Alemanha caiu em outubro para 3,8% em termos homólogos, contra 4,5% em setembro, segundo dados antecipados publicados hoje pela agência federal de estatística alemã Destatis.
Os dados seguem a tendência de decréscimos homólogos que se verifica desde abril, sendo este o maior em mais de três anos. Em cadeia, os preços subiram 0,2%.
Apesar de uma evolução positiva deste indicador, a Destatis, a autoridade estatística alemã, não "embandeira em arco" esta descida e não tem dúvidas em afirmar que "a inflação continua alta na maior potência económica da Europa".
Este declínio de julho termina com a sequência de recuperação sentida em maio e junho, sendo muito mais forte do que o perspectivado pelos especialistas.