Esta reflexão não compreende as guerras, mas o que se faz e se diz, de forma irresponsável ou talvez não, nas cimeiras do clima e no âmbito de política económica.
A frustração face aos resultados da COP29 não pode desviar a Europa do caminho que tem liderado e da meta traçada: ser o primeiro continente com impacto neutro no clima até 2050.
A presidência azeri da COP29 divulgou o projeto final de acordo sobre financiamento climático, que triplica o contributo dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento, para ser submetido esta noite à aprovação dos países reunidos em Baku.
Apesar de tudo, Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, destaca que "se mantêm vivas as metas alcançadas na COP28, que são uma base para futuras negociações". O Governo aproveita ainda para congratular o acordo fechado em Baku em que é triplicada a meta de financiamento climático.
“Esperava um resultado mais ambicioso - tanto em termos de financiamento como de mitigação - para responder à escala do grande desafio que enfrentamos, mas o acordo alcançado fornece uma base sobre a qual construir”, escreveu, assinalando depois que o acordo tem der ser “honrado na íntegra e atempadamente”.
Após duas noites de horas extraordinárias na conferência, a COP29, os países pobres e vulneráveis resignaram-se a aceitar o compromisso financeiro dos países desenvolvidos até 2035, o que aumenta o seu compromisso atual que estava fixado nos 100 mil milhões de dólares por ano.
A Dinamarca destaca-se por ser o país com melhor desempenho, seguido dos Países Baixos e do Reino Unido, este com uma grande subida. No grupo dos 15 países a verde seguem-se as Filipinas, Marrocos e Noruega, entre outros, com Portugal a fechar a lista.
A COP 29, um acontecimento que tenta manter a agenda ecológica à superfície, é constantemente submersa pelos poderosos interesses que lhe são contrários. Uma derrota pessoal do secretário-geral das Nações Unidas. Evidentemente que sim, mas principalmente “uma derrota para todos nós”, sublinha Francisco Seixas da Costa.
Trump quer mais exploração, mas a quem vai vender este oil&gas? EUA está em guerra comercial com a China, 2º maior consumidor mundial, e ameaça tarifas à Europa, que irá retaliar.
De acordo com um curto comunicado da presidência, os dois responsáveis “conversaram sobre o G20 Social, a programação da Cimeira do G20, o andamento da COP29 e as negociação sobre clima e meio ambiente que acontecem em Baku (Azerbaijão), em paralelo às atividades do G20”.
E emergência é cada vez mais clara e cada vez mais cara. Mas as reticências de países como a China e os Estadas Unidas e a inteligência negacionista de estadistas como Javier Milei está a deitar tudo a perder.
O INE apresenta, ao final da manhã, os números da inflação em outubro. Em setembro, o IPC acelerou 0,2 pontos percentuais, numa comparação homóloga, para 2,1%.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu hoje aos países para financiarem o Fundo de Perdas e Danos e disse que é preciso muito mais do que os 700 milhões de dólares de capitalização inicial do fundo.
“Os ricos causam o problema e os pobres pagam o preço mais alto”, sublinhou, referindo-se a um relatório da Oxfam segundo o qual “os bilionários mais ricos emitem mais carbono em uma hora e meia do que uma pessoa média emite em toda a sua vida”.
A COP29 precisa de ir além dos comuns compromissos simbólicos e trazer decisões concretas e verificáveis que garantam um futuro sustentável e limitem o aquecimento global.
Os números foram hoje atualizados pelo Ministério do Ambiente e Energia (MAE) num comunicado divulgado no mesmo dia em que começa em Baku, no Azerbaijão, a 29ª. Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29), que termina no dia 22.
A 29.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que vai decorrer entre 11 e 22 de novembro, é considerada crucial para serem alcançados compromissos de redução de emissões até 2030 e para aumentar o financiamento climático.
A COP29 é também apelidada de "COP das Finanças", por o financiamento ser um ponto central na conferência. Países devem encontrar um novo objetivo para depois de 2025.