Em pleno período de suspensão da recolha de dados biométricos da íris e rosto pela Worldcoin Foundation em Portugal, por decisão da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), a empresa com base nas Ilhas Caimão nanunciou a introdução de novas atualizações ao sistema pela qual ficou conhecido: o passaporte digital World ID.
CNPD defende que o facto do código da íris, um dado biométrico pessoal, nunca poder ser apagado, conforme reiterado ao público, é uma "violação do direito ao apagamento previsto" no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados.
A Comissão Nacional de Proteção de Dados optou por seguir as pisadas da homóloga em Espanha. No entanto, a Worldcoin lamenta este ter sido um “único contacto” que a comissão teve com a fundação internacional, cofundada pelo inventor do ChatGPT.
A Comissão Nacional de Proteção de Dados decidiu suspender, por 90 dias, a recolha de dados biométricos da íris e rosto realizada pela Worldcoin Foundation, para salvaguardar o direito à proteção de dados pessoais, especialmente de menores.
A Comissão Europeia remete a aplicação do RGPD para as autoridades de proteção de dados, mas alerta ao Jornal Económico que o regulamento prevê cooperação transfronteiriça. Já a associação portuguesa D3 - Defesa dos Direitos Digitais vai mais longe: “Achamos que a CNPD deveria acompanhar a sua congénere espanhola".