Quem arriscou, mesmo sem ganhar, mudou o país. Há quem queira organizar este caos, sintetizando as novas tendências à esquerda ou à direita, fazendo novos partidos grandes que voltem a arrumar a casa nos dois lados.
As ilações a retirar das eleições francesas para o xadrez político nacional soam a sinal de alerta. A meu ver há que manter com solidez, transparência e espírito reformista q.b. uma saudável disputa democrática entre PS e PSD. Será isto exequível?
Se Luís Montenegro apresentar um PPD com efectiva hegemonia no espectro direito do espaço político, daí não virá “mal ao mundo”. É a democracia liberal europeísta a funcionar. Pior, a meu ver, será se não o conseguir.