Resistir à desesperança, ao racismo, ao sectarismo, às injustiças, aos muros. As capitais ibéricas, qual vaso comunicante, pulsam de vida e de desvios.
A Bienal de Artes Contemporâneas, ou BoCA –num acrónimo que remete para o órgão da fala, aquele que veicula pensamentos – dá voz a emoções, traduz ou falsifica a realidade. Altifalante das perceções amiúde distorcidas e que importa confrontar neste “Camino Irreal”, título desta inédita edição da bienal, partilhada entre Lisboa e Madrid, de 10 de setembro a 26 de outubro.