Este valor representou 3% do Produto Interno Bruto. Em termos fiscais, o segmento gerou 2,6 mil milhões em receitas, o que significou 2,6% do peso total nacional.
No fecho do congresso dos agentes de viagem, que decorreu em Macau e que o JE acompanhou na íntegra, Pedro Costa Ferreira revelou a esperança de que os políticos resolvam os problemas de um país que "se perdeu no populismo fácil, na grosseria vulgar e na indigência intelectual".
José Luís Arnaut, chairman da ANA lamenta que a ideia de Pedro Nuno Santos não tenha avançado, enquanto o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, considera que seria um risco para a população a escolha pelo Montijo, tal como sucede na Portela.
Em Macau, no âmbito do congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Hugo Espírito Santo, secretário de Estado das Infraestruturas, afirmou que faltam agentes da PSP e existem dificuldades e instabilidade do ponto de vista tecnológico.
O secretário de Estado das Infraestruturas assume que o aeroporto Humberto Delgado é um erro pelo risco que representa para a população. "Atravessa 400 mil habitantes. Fazer um novo numa zona que atravessa 200 mil habitantes era cometer um erro em cima de outro", referiu.
O secretário das Infraestruturas assumiu que “não esperava” manifestações de interesse de grupos do Médio do Oriente, mas que gostava que tal tivesse acontecido.
O chairman da ANA elogiou a determinação e vontade de Pedro Nuno Santos sobre a solução do aeroporto do Montijo e lamenta que o projeto não tenha avançado. "Para mim foi um erro estratégico", refere, manifestando o desejo de arrancar com Alcochete "o mais depressa possivel".
Secretário de Estado do Turismo acredita que em 2025, Portugal ficará muito perto de atingir os registos de 2019 do turismo chinês, que representou na altura mais de 700 mil dormidas provenientes de 391 mil hóspedes. No 50º congresso da APAVT, Pedro Machado revelou que no próximo dia 18 de dezembro será apresentada a Estratégia Nacional para o Turismo 2035 (ET35).
Pedro Costa Ferreira considera que o setor tem trabalhado e inovado para competir com os melhores de um mundo, onde Portugal se "embrulha cada vez mais nas trapalhadas de Bruxelas, na falta de visão de futuro, na preguiçosa perda de competitividade e na alegre condenação das próximas gerações".
As dormidas de residentes aumentaram 5,5% no último verão, ultrapassando os 9 milhões. Dados que para Francisco Calheiros representam duas conclusões. Que os turistas portugueses estão a crescer, que as dormidas têm um aumento menor face a outros anos, mas os turistas que chegam a Portugal gastam mais e contribuem para um turismo de maior qualidade. Mas também um alerta de que "sem um novo aeroporto, muito dificilmente teremos crescimentos no turismo".
Pedro Costa Ferreira defende que este é o principal fator que vai ditar o êxito da privatização da companhia aérea portuguesa. O líder da APAVT deixou ainda críticas sobre a evolução das taxas turísticas em Portugal, classificando-as como "ataque de políticos fracos" a mercados fortes, que "sangra quem, por trabalhar mais e melhor, produz mais resultados".
Companhia lançou campanha para os clientes finais comprarem passagens a prestações em venda direta. “É uma enorme falta de sensibilidade, mas não podemos determinar os comportamentos da TAP”, diz líder da APAVT.
"Intolerável e indesculpável": Recorda a associação que esta medida "vem num momento em que as companhias aéreas impuseram às agências de viagens, em Portugal, uma redução de 10 dias, nos tempos médios de pagamento.
“A espetacular dinâmica recente do mercado emissor americano para o nosso país, deve provocar-nos preocupação acrescida: inflação e eventual recessão no final do ano, nos EUA, trariam certamente alguma espécie de travão ao crescimento deste mercado, que se tem revelado tão importante junto de Portugal”, considerou o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, em resposta escrita à Lusa.