Acabaram os espaços seguros na internet. Talvez nunca tenham existido na realidade, mas hoje as evidências apontam para a necessidade de repensarmos radicalmente a nossa presença online.
A Islândia é o 14.º país que mais respeita a igualdade de género, mas, a 24 de outubro, mais de 100 mil pessoas saíram à rua, incluindo mulheres governantes, pois consideram que ainda há muito por fazer.
A Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) condenou hoje com um "cartão vermelho" o assédio e a violência contra as mulheres, quer aconteça no futebol, no trabalho ou no caminho para casa.
Pela função social básica de assegurar igualdade de oportunidades e servir de meio a uma mobilidade social ascendente e a uma emancipação pelo saber, a Universidade deveria aspirar ao estatuto de instituição exemplar.
É nas três instituições mais antigas do país que está a grande maioria das queixas: A Universidade de Lisboa (UL) registou 60 denúncias, a Universidade de Coimbra (UC) “36 reportes” e a Universidade do Porto (UP) 19.
Um grupo de mulheres enviou uma carta aberta ao Centro de Estudos Sociais (CES) de Coimbra a exigir que a comissão de investigação seja totalmente independente e imparcial, para que se sintam seguras a denunciar e juntar provas.
A publicação noticia as denúncias conhecidas nos últimos dias, informa que a Universidade de Coimbra suspendeu o professor das suas funções e que o Publico decidiu suspender também a coluna de opinião "Espelhos estranhos", da autoria do investigador.
"Enquanto decorrem as investigações, decidimos suspender todas as atividades de Boaventura de Sousa Santos no Clacso”, avançou a instituição não-governamental, que reúne 836 centros de pesquisa e pós-graduação na área de ciências sociais e humanas de dezenas de países.
A ministra do Ensino Superior, Elvira Fortunato, disse hoje, em Esposende, que as instituições podem autonomamente resolver os casos relativos a alegado assédio moral e sexual, e descartou criar já uma estrutura nacional, apesar de a ver como "benéfica".
O gabinete de Elvira Fortunado diz que ainda não recebeu qualquer queixa de assédio moral e sexual sobre o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, mas garante que se chegar será “de imediato” remetida à Inspeção-Geral da Educação e Ciência para averiguação.
Talvez devêssemos pensar que aqueles senhores na AR nos representam, quer queiramos quer não, e que não é suposto aquele hemiciclo transformar-se num grotesco espectáculo de 'stand-up comedy' ou num ringue de boxe.
Não fossem os casos denunciados recentemente na Faculdade de Direito de Lisboa e o manto da invisibilidade induzida iria manter-se. Porque continuamos a assobiar para o lado fingindo nada saber ou que nada daquilo é connosco?