Uma economia sustentável depende da inovação, da produtividade e da competitividade. Mas depende também da capacidade de preservar a saúde física e psicológica daqueles que produzem essa riqueza.
Estudo desenvolvido pela Marktest para a Medicare, divulgado a propósito do Dia Mundial da Saude Mental, que hoje se assinala, revela que para 60% dos inquiridos a saúde mental não é valorizada no local de trabalho. Uma fatia de 30% dos portugueses diz ter sentido necessidade de recorrer a um especialista em saúde mental no último ano, mas apenas 17% admite ter tido acompanhamento efetivo.
Os estudos sérios e com rigor são dispendiosos e demorados e só na última década foi possível estabelecer uma correlação entre o consumo de redes sociais e da Internet e o impacto que têm na atenção e na saúde mental.
Existe uma correlação entre a incidência da ansiedade e a precaridade do trabalho. Trabalhos com salários baixos, de vínculo incerto e sem proteção adequada, aumentam a ansiedade.
O manual é visto como uma ferramenta que pretende capacitar tantos os estudantes, como os docentes e restante comunidade académica, com as competências e os conhecimentos necessários para identificar uma crise e dar apoio inicial a alguém em situação de sofrimento.
As famílias delegam cada vez mais as suas funções primordiais a terceiros, colmatando os restantes momentos livres da «criança-rei» com a impiedosa exposição a vários ecrãs.
A Grécia lidera o ranking e é, assim, considerado o país europeu com níveis de stress mais acentuados. Portugal não está, contudo, muito abaixo na tabela: ocupa o terceiro lugar. Já Dinamarca destaca-se como país com níveis de stress mais baixos do Velho Continente.
Se há algo positivo que se pode extrair deste mundo novo, diferente do mundo em que crescemos, é que há uma maior sensibilização para não enveredarmos pelo conformismo.
Preparados ou não, eis que chegamos ao início do novo ano letivo e, certamente por vários motivos, o mais difícil das nossas vidas de pais em clima de total desconfinamento.