Num contexto em que já não dúvidas que Pedro Sánchez se substituirá a si próprio na presidência do próximo governo, o debate nas Cortes extremou as posições à direita e à esquerda. E nada indica que a crispação seja passageira.
A extrema-direita diz que o acordo entre PSOE e Junts per Catalunya é inconstitucional e pede a suspensão preventiva da investidura. Os socialistas dizem que está tudo dentro da legalidade. Mas os populares afirmam que a democracia está ferida de morte.
Do outro lado, os independentistas também insistem: amnistia sim e referendo também. Alguém vai ter de ceder, ou Filipe VI ver-se-á na contingência de marcar eleições antecipadas.
Prestar contas foi o que fez o PP nas Cortes espanholas, mas o mais certo é que elas sejam ‘reprovadas’ pela maioria. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
“Se calhar, a Polónia não está a gostar da forma como a Ucrânia está a fazer a guerra”. Na edição desta semana do programa da plataforma multimédia JE TV, o embaixador Francisco Seixas da Costa analisa o estado da união entre Kiev e os aliados. A guerra em Nagorno-Karabakh e a governação em Espanha também serão temas abordados.
O líder do Junts per Catalunya - que juntamente com a ERC perdeu as eleições regionais de 2021 para o PSOE catalão - é quem decide o futuro de Espanha. Para ele, é indiferente com quem o fará, por muito que Núñes Feijóo se queixe.
O líder do PSOE já tinha dito que considerava a investidura do PP uma pura perda de tempo. E por isso não esteve disponível para intervir. Em seu lugar mandou um autarca que, tendo ganho em Valladolid, também não conseguiu formar governo.
Num ambiente político cada vez mais crispado, os populares vão tentar formar um governo para Espanha. Ou, segundo os socialistas, apenas perder tempo antes de Pedro Sánchez voltar ao poder.
O Partido Popular espanhol juntou este domingo em Madrid dezenas de milhares de pessoas em protesto contra as alianças que Pedro Sánchez negoceia com partidos independentistas. O Mas o socialista garante que será o próximo presidente do governo.
A menos de dez dias da tentativa de investidura de Alberto Núñes Feijóo – que todos vaticinam impossível – a alternativa socialista ainda só conta com vontades. Tarda um compromisso concreto, por causa do ‘fantasma’ do unilateralismo.
O rei parece estar muito pouco confortável com a eventualidade de assinar a Lei da Amnistia que servirá de cimento à aliança entre o PSOE e o Junts per Catalunya. A atual crise política pode redunda numa enorme crise política.
Tal como era esperado, o rei Filipe VI indicou o líder do PP para apresentar um executivo às Cortes. A justificação reside nos resultado das eleições de 23 de julho.