A novidade dos últimos dias é o aparente fim da velha aliança entre os EUA e a Europa. No imediato, a grande vítima é a Ucrânia. Mas, a longo prazo, o jogo parece ser a desestabilização da própria Europa.
As negociações entre Israel e os Estados Unidos foram concluídas em Washington e dizem respeito à libertação de 3,5 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros) para a compra de materiais e equipamentos de guerra, e 5,2 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) destinados a sistemas de defesa antiaérea, incluindo a Cúpula de Ferro, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa.
O ministro da Defesa, Pal Jonson, indicou em conferência de imprensa que metade do valor será destinado à compra de componentes para aviões de combate Gripen E, o que abre a perspetiva de o país escandinavo doar aeronaves a Kiev.
João Gomes Cravinho indicou aos jornalistas portugueses, no balanço da sua presença na Ucrânia, que Portugal “vai anunciar muito em breve um novo pacote de ajuda correspondendo àquilo que são as necessidades do momento” das autoridades de Kiev.
O novo pacote inclui sistemas Himars, munições de artilharia e armas antitanque, para além de munições de pequeno calibre, segundo comunicados do Pentágono e do Departamento de Estado.
"Este é um sinal importante numa altura em que a Ucrânia deve continuar a sua luta, enquanto a atenção internacional está centrada em Israel e em Gaza", disse o ministro Boris Pistorius à televisão pública ARD.
A ministra da Defesa Nacional anunciou hoje que Portugal está a preparar um pacote de apoio à Ucrânia com vestuário de inverno para os militares e geradores, estando ainda a ponderar a participação na desminagem.
O Presidente ucraniano afirmou hoje estar convencido de que a Rússia vai perder a guerra ao falar a uma multidão em Copenhaga, depois de Dinamarca e Países Baixos lhe terem prometido o envio de caças F-16.
Os Estados Unidos anunciaram hoje uma nova ajuda militar à Ucrânia no valor de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros), em particular para reforçar a defesa aérea do país contra a Rússia.
A Presidência dos Estados Unidos anunciou hoje para breve o envio de um novo carregamento de ajuda militar para a Ucrânia, sem fornecer pormenores sobre o valor desse apoio.