Nesta era de lugares rarefeitos, precisamos de uma concepção de lugar rasante ao chão, com ar denso e respirável. Esse é o papel territorial da cultura.
Inaugura hoje, pelas 18h30, no Museu do Oriente, em Lisboa, a exposição “Oriente-Ocidente: a origem dos jogos tradicionais”, da escultora Concha Orey, inspirada na troca de conhecimento lúdico entre povos.
Dizia um sábio destas questões, que ocupou e usou o poder em Itália durante décadas, Giullio Andreotti, que “o poder desgasta quem o não tem”, porém, se transpuséssemos essa máxima para a atualidade portuguesa, poderia soar falaciosa.
Talvez nos iludamos nos sonhos, mas talvez nos iludamos menos. Há uma sinceridade da mente consigo própria no sonho. Talvez porque sonhar seja mais da ordem do que nos acontece do que do que fazemos acontecer. Há neles uma vocação ecológica e comunitária.