Ron Nulkes, Chair da NATO Industrial Advisory Group (NIAG) defende que o organismo tem de estar o mais seguro possível, numa altura em que várias guerras acontecem no mundo. "É muito importante ter indústria [espacial] a bordo e também as empresas portuguesas", refere.
Head of AI da empresa Critical Software alerta para a necessidade de haver uma regulamentação para este tipo de ferramentas e onde a componente humana tem sempre de estar presente. "Tem de existir uma combinação entre as pessoas, tecnologias e processos", salienta.
Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, assume que este é um dos desígnios que Portugal e a Europa têm pela frente e na qual têm de apostar, fruto da parceria estabelecida com a NASA. "Temos que estar naquilo que são os grandes contratos e no caminho daquilo que é hoje, uma resposta de resiliência da Europa", afirma.
José Neves considera que os 'atores' políticos estão conscientes sobre a importância de reforçar a defesa do país, destacando as palavras do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de transformar a defesa em investimento e não em despesa. "Temos uma indústria bastante desenvolvida a nível internacional", refere.
Hugo Espírito Santo sublinha que a construção do novo aeroporto de Lisboa é um dos grandes desafios que o Executivo tem pela frente. "Foi uma das decisões mais importantes que tomámos do ponto de vista da sustentabilidade. Temos de encerrar o antigo e abrir o novo ", refere.
Secretário de Estado das Infraestruturas defende que a companhia precisa de um parceiro estratégico para que se possa tornar uma bandeira de Portugal no mundo.
Grupo encontra-se num processo de formação de 1.500 profissionais no país numa indústria que já disponibiliza seis mil postos de trabalho indireto no mercado nacional.
No entender de Élise Racicot, embaixadora do Canadá em Portugal (presente na AED Days 2025 que decorre em Oeiras), a “excelente relação" entre estes países tornou-se ainda mais apurada com o desenvolvimento do Acordo Económico e Comercial (CETA) com este país.
No âmbito da conferência AED Days 2025, o antigo governante considera que os europeus perderam o pódio da inovação mas "podemos voltar lá com um reforço do investimento e uma relação mais saudável entre capital e ciência".
Ricardo Conde destaca que Portugal tem participado em grandes missões e investigações, mas diz que a Europa precisa de investir mais na indústria espacial para enfrentar os atuais desafios mundiais. A paz já não é a normalidade, mas sim a guerra e este cenário tem de ser um alerta para a Europa", refere.
O desejo foi expresso por Francisco Rocha Gonçalves, vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, no evento AED Days 2025, que decorre no Tagus Park, em Oeiras, entre hoje e a próxima quinta-feira.