A decisão vai claramente contra a vontade Donald Trump, que quer suavizar a relação com a Rússia na sequência do início de contactos entre os dois países ao mais alto nível.
“Sobre a questão do imediato, aquilo que se perfila como possível, e esperemos que haja consenso para isso, é que haja uma recomendação dos ministros [dos Negócios Estrangeiros], não propriamente um endosso da adesão no imediato, penso que para isso não haverá consenso”, anunciou Paulo Rangel no quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas, na Bélgica.
A nossa prioridade é a vitória e logo virá a integração”,sublinhou o presidente ucraniano, numa referência à perspectiva de adesão do país à NATO e União Europeia (UE).
Apesar da prudência, a NATO pela primeira vez introduziu a palavra “convite” para referir a adesão: “Estaremos em posição de estender um convite à Ucrânia para aderir à Aliança quando os Aliados estiverem de acordo e as condições estiverem reunidas”.
A garantia foi dada por Jens Stoltenberg, em conferência de imprensa no final do primeiro dia da Cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Vílnius, na Lituânia.
“Estamos à espera que a NATO esteja pronta para acolher, ver e ter a Ucrânia e penso que as garantias de segurança são muito importantes, não só para a Ucrânia, mas também para todos os países vizinhos, devido à Rússia e à sua agressão na Ucrânia e à potencial agressão noutras partes da Europa”, assinalou Volodymyr Zelensky.
Muitos no Ocidente apostaram na derrota militar da Rússia, na expulsão das suas tropas do território ucraniano e na adesão da Ucrânia à NATO. Contudo, a entrega de equipamento militar a Kiev não conseguiu, até agora, que esses objetivos fossem atingidos.
A Ucrânia é um Estado onde prevalecem oligarcas poderosos e interferências externas constantes, com um sistema político eleitoral precário, acossado por milícias extremistas armadas de cunho racial-nacionalista.