A adaptação climática deverá ser competência estratégica, territorial e humana. Nenhuma empresa é resiliente sozinha se o território à sua volta for frágil.
A adaptação climática não pode continuar a ser vista como um apêndice das políticas públicas. É uma condição para garantir que Portugal continua habitável, seguro e competitivo. Falta coragem política e compromisso financeiro.
A questão já não é se os episódios de chuva extrema se vão repetir. É se o país continuará a reagir aos prejuízos, ou se decidirá, de forma estratégica, construir uma economia verdadeiramente resiliente.
O perdão da dívida aos países africanos em troca de projetos que possam contribuir para a adaptação climática de África, deveria ser visto como uma das soluções justas que podem fazer a mudança.
O modelo de financiamento existente entre o Norte e o Sul não pode manter-se como está, pois falhou o objetivo pretendido, que era promover o desenvolvimento das economias mais frágeis.
As alterações climáticas, que já estamos a sentir, poderão implicar para Portugal mudanças significativas, e é urgente conseguir-se investir na resiliência e na adaptação necessária.
Este ano, a nível nacional, estão disponíveis vários cursos profissionalizantes de um ano que promovem o conhecimento, a inovação e a liderança no sector profissional/industrial em articulação com a universidade.