Mediadores afirmam que negociações continuam na próxima semana, mas não há evidências claras de que as duas partes estejam mais próximas de um acordo sobre o enriquecimento de urânio.
Um acordo não é para já, mas o Irão afirma que mais um encontro entre os dois países permitiu negociações sérias que perspetivam a sua continuidade. Mas a questão dos mísseis, cara a Israel, não é para ali chamada.
As duas partes mostraram-se dispostas a voltar a sentar-se à mesa para continuar as negociações, mas Teerão não admite estender as discussões para outros temas, nomeadamente o dos mísseis balísticos, que são a grande preocupação dos israelitas.
A necessidade de haver avanços no Acordo Nuclear pode ser a resposta a uma decisão inesperada, que teve mesmo de passar por algum secretismo face ao Congresso norte-americano. A transferência faz parte de um acordo de troca de prisioneiros.
Numa altura em que Washington confirma, não oficialmente, que regressou à mesa das negociações com o Irão, Tel Aviv manifesta novamente a sua total discordância – como acontece desde 2015.
Os rivais regionais devem trocar embaixadas dentro de dois meses, após negociações em Pequim. Uma derrota clamorosa para a estratégia dos Estados Unidos – e de Israel – e uma enorme vitória, talvez a maior de sempre, da diplomacia chinesa.