Subsídio de Natal volta a ser determinante no orçamento das famílias neste Natal

Segundo o IPAM "85% dos inquiridos recebe este rendimento adicional, percentagem praticamente estável desde 2020. A maioria utiliza uma parte significativa do montante nas compras da época, enquanto apenas 1% não tenciona aplicá-lo no consumo natalício e 3% prevê gastar o subsídio na totalidade".

Subsídio de Natal volta a ser determinante no orçamento das famílias neste Natal
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O subsídio de Natal continua a ser um elemento determinante no comportamento de compra dos portugueses, de acordo com a 17.ª edição do estudo “Compras de Natal”, realizado pelo IPAM.

Segundo o IPAM “85% dos inquiridos recebe este rendimento adicional, percentagem praticamente estável desde 2020. A maioria utiliza uma parte significativa do montante nas compras da época, enquanto apenas 1% não tenciona aplicá-lo no consumo natalício e 3% prevê gastar o subsídio na totalidade”.

“No que diz respeito ao valor médio esperado para as compras de Natal situa-se nos 398 euros, um crescimento de 1,55% face a 2024. Esta evolução prolonga a inversão de tendência registada no ano passado, quando o gasto médio aumentou 10% após dois anos de descida. Contudo, tal como já tinha sido observado em 2024, a maior parte dos consumidores identifica o aumento dos preços como o principal motivo para esta subida, e não uma maior disponibilidade financeira”, revelou o estudo “Compras de Natal”.

Além disso, “o estudo confirma que os portugueses continuam a ajustar comportamentos para controlar despesas. Quase metade dos inquiridos (49%) alterou hábitos devido à conjuntura económica, sobretudo reduzindo custos, diminuindo o número de pessoas a quem oferecem presentes e antecipando compras para aproveitar melhores preços”.

Apesar disso, o IPAM revelou que “as crianças mantêm prioridade absoluta nas compras de presentes, tal como verificado no ano passado. Entre as famílias com filhos, 100% afirma comprar prendas para crianças e 78% para o marido e/ou mulher, e apenas 12% da amostra total declara que não oferecerá presentes, um valor bastante inferior aos 21% registados em 2024”.

“Nos produtos para crianças até 12 anos, brinquedos lideram com 36,2%, seguindo-se roupa e calçado (20,2%) e livros (17%). Para adolescentes, a preferência recai novamente sobre roupa/sapatos (37%) e jogos eletrónicos (19%). Nos adultos, destacam-se roupa/sapatos (23%), acessórios (20%) e livros (18%)”, apontou o estudo.

“Os dados deste ano mostram que o consumidor português preserva as tradições do Natal, mas fá-lo com maior sentido de prioridade e com uma atenção constante ao impacto da inflação. O ligeiro aumento do valor médio gasto não traduz maior poder de compra; traduz a necessidade de manter rotinas familiares numa conjuntura desafiante. Destaca-se, acima de tudo, a importância das crianças nas decisões de compra e a procura de soluções que permitam equilibrar celebração e contenção”, afirmou Mafalda Ferreira, docente e coordenadora da licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM Porto, e responsável pelo estudo.

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