Síria: câmara dos horrores de Saydnaya foi a primeira estrutura libertada

A contabilidade da prisão mais icónica e mais temida do regime de Bashar al-Assad é apenas uma parte da contabilidade geral de mortos, desaparecidos e deslocados em 13 anos de guerra num país devastado.

Síria: câmara dos horrores de Saydnaya foi a primeira estrutura libertada
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Não terá sido por acaso que a primeira medida levada a cabo pelos revoltosos sírios quando entraram na capital, Damasco – de onde tinham permitido que o presidente deposto, Bashar al-Assad, dali tivesse sido retirado pelos ‘amigos’ russos – foi a libertação dos milhares de presos detidos na prisão de Saydnaya.

Construída entre 1981 e 1986 num lugar a 30km de Damasco sob o comando do Ministério da Defesa e operada pela Polícia Militar, era ali, em dois edifícios gigantes que foram sofrendo ‘melhorias’ com o passar dos tempo, que estavam os que se opunham ao regime e tinham a má fortuna de escapar à morte no momento da prisão.

Capaz de albergar até 20 mil detidos, de lá vieram, a partir do início da guerra civil, em 2011, relatos de extrema violência perpetrada sobre os prisioneiros, de que resultava com ‘naturalidade’ a sua morte. Aparentemente, os que escaparam com vida são uma minoria.

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