Do encontro entre as duas entidades, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) solicitou ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) que adotasse providências imediatas face a um conjunto de queixas.
Atraso na passagem à categoria de Assistente Graduado, com a obtenção do grau de Consultor, a ausência de avaliação e progressão na carreira, recusa em aplicação da jornada contínua em determinadas situações que são devidas, fazem parte do rol de queixas, segundo nota oficial do Sindicato dos Médicos do Norte. Mas há mais: falta de aplicação da majoração legalmente prevista pelo trabalho suplementar prestado em alguns serviços também está na lista.
Além disso, refere ainda o documento, “os Cuidados de Saúde Primários encontram-se sem Diretor Clínico e Presidente do Conselho Clínico há cerca de meio ano, com perturbação de todo o seu funcionamento e com repercussões nos cuidados prestados aos utentes”.
Por fim, “face ao assédio moral praticado aos médicos pelo Diretor de Departamento da Medicina Crítica, função que acumula com a Direção de Serviço da Medicina Intensiva, o SMN exigiu a sua suspensão imediata, enquanto decorre o processo de inquérito aberto pelo CA da ULSAM”.
As atitudes ameaçadoras desse Diretor para com os médicos “têm sido reiteradas, com elevação frequente do tom de voz, tentativa de contacto fora do local e horário de trabalho, em ambiente de chantagem constante e atemorização, que se reflete de forma negativa na vida pessoal e profissional dos médicos, colocando também em risco a qualidade dos serviços prestados aos doentes”.
O SMN “repudia esta situação, que classifica como inaceitável, pelo que exige uma intervenção urgente por parte da Tutela, enviando, para o efeito, uma missiva dirigida ao Sr. Ministro da Saúde, ACSS e demais entidades fiscalizadoras”.
A ULSAM gere os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente de 231.488 habitantes nos 10 concelhos do distrito e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.
Contactado pela agência Lusa, o presidente do conselho de Administração da ULSAM, Franklim Ramos, sublinhou “que se encontra a decorrer um processo de inquérito sobre assunto”.
“O conselho de administração irá manifestar-se quando o mesmo estiver concluído”, reforçou.