Sétima edição do Ciclo de Órgão de Torres Vedras convoca outros instrumentos e formas artísticas

A Igreja da Misericórdia de Torres Vedras recebe a 7ª edição do Ciclo de Órgão 15 de janeiro a 27 de março. O ciclo apresenta quatro grandes concertos e miniconcertos “à la carte”, todos eles de entrada gratuita.

Sétima edição do Ciclo de Órgão de Torres Vedras convoca outros instrumentos e formas artísticas
cartaz orgão_web

O VII Ciclo de Órgão de Torres Vedras parte de duas premissas: ter o órgão como instrumento central da sua programação, e proporcionar concertos gratuitos para chegar a todos os públicos. Mas naquela que é a 7ª edição deste certame, há também a ambição de cruzar o órgão com outros instrumentos e formas artísticas.

Mais. A tónica é celebrar o património e, claro, a música. Até porque Torres Vedras dispõe atualmente de “um ecossistema artístico, educativo e cultural que favorece a prática, a fruição e a criação no domínio da música”, para citar a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino, que realçou, a propósito, o facto de o Ciclo de Órgão de Torres Vedras ter contribuído para esse ecossistema e, também, beneficiar do mesmo.

O diretor artístico do Ciclo de Órgão, Daniel Oliveira, detalhou o programa desta edição, cujos concertos são de entrada livre e comentados. “É um ciclo para todos os públicos, que se preocupa com a formação de novos públicos, com a sensibilização para a arte e com a sensibilização para o património”, frisou.

A pensar em todos os públicos

O primeiro concerto do VII Ciclo de Órgão de Torres Vedras tem lugar já a 15 de janeiro, domingo, pelas 16h30. Neste concerto, intitulado Mater Dei, serão apresentadas óperas de caráter mariano, interpretadas pelo grupo Mosaico Espiritual, composto por Patrycja Gabrel (soprano), Carolina Figueiredo (mezzo soprano) e Daniel Oliveira (órgão).

No dia 4 de fevereiro, sábado, pelas 11h00, terá lugar o concerto pedagógico A Aldeia do Dó Mi Sol, que é dirigido a um público infantojuvenil e interpretado pela organista Inês Machado. Um concerto que parte da história homónima da autoria de Renato Gonçalves.

Improvisos e vocalizos espirituais é o nome do concerto à luz das velas previsto para 25 de fevereiro, sábado, pelas 21h30. Tem como convidado o organista inglês Jonathan Ayerst, a quem caberá “improvisar” versos para dialogar com o coro Corteto Ensemble Vocal, dirigido pela maestrina torriense Alexandra Neves Fortes.

O último concerto, no dia 25 de março, sábado, pelas 21h30, intitula-se Bach and friends. Este recital, apresentado pelos alunos e professores do Conservatório Nacional de Lisboa e do Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, integra peças de Johann Sebastian Bach e de outros compositores do período barroco.

A 7ª edição do Ciclo de Órgão culmina com os miniconcertos “à la carte”, que decorrem todas as segundas-feiras de março (dias 6, 13, 20 e 27), pelas 13h15. Estes recitais têm uma duração máxima de 15 minutos e uma particularidade, bem expressa no nome: é o público que escolhe o que quer ouvir, desde peças específicas para órgão até temas atuais.

O Ciclo de Órgão de Torres Vedras é uma organização da Câmara Municipal de Torres Vedras, e conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

Consulte aqui todo o programa.

Relacionado

Bienal de Arte de Veneza: E se adiássemos o fim do mundo?

Bienal de Arte de Veneza: E se adiássemos o fim do mundo?

Ana Pina21 Ago
Até 22 de novembro, a mais importante Bienal de Arte do mundo continua a espelhar o que nos incomoda, fascina, faz estremecer. De dúvidas, de emoção ou de puro deleite estético. Veneza viveu dias agitados na abertura, equilibrou-se, qual funâmbulo na corda da incerteza, e interpela-nos. É esse o papel da arte.