“Será sempre o designer a fazer o trabalho criativo”. CEO da Lego descarta uso de inteligência artificial

Niels B. Christiansen assume que empresa vai continuar a incorporar a IA, mas em outras áreas de negócio, nomeadamente na vertente administrativa.

“Será sempre o designer a fazer o trabalho criativo”. CEO da Lego descarta uso de inteligência artificial
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A vertente humana vai continuar a ser o principal motor de crescimento da Lego, em detrimento da inteligência artificial (IA). A garantia é dada por Niels B. Christiansen, CEO da empresa dinamarquesa de brinquedos. “Nunca haverá um produto criado exclusivamente por IA. Será sempre o designer a fazer o trabalho criativo”, garantiu esta terça-feira, 25 de agosto.

Esta posição da empresa limita a utilização da IA ​​numa altura em que esta tecnologia se expande rapidamente para áreas criativas e é utilizada por diversas empresas para gerar campanhas publicitárias, imagens, vídeos e conceitos de produtos.

O gestor explicou que a IA pode desempenhar um papel complementar nas atividades relacionadas com o processo criativo, dando como exemplo o desenvolvimento dos manuais de construção da Lego, onde determinadas tarefas repetitivas podem ser realizadas com recurso a ferramentas de inteligência artificial. Para Niels B. Christiansen, o objetivo é aumentar a produtividade dos designers e libertar mais tempo para o trabalho estritamente criativo.

A empresa viu os seus lucros aumentarem 32%, para 1,15 mil milhões de euros no primeiro semestre, com as receitas a crescerem 21% para um recorde de 41,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (5,6 mil milhões de euros).

Este crescimento foi visível em vários mercados como os Estados Unidos, Europa e Ásia, embora a China, seja uma exceção. O CEO reconhece que os consumidores chineses estão mais cautelosos e que a Lego não está a experimentar o mesmo ritmo de crescimento que noutras regiões, após vários anos de resultados mais fracos.

“Há muitas crianças na China, e é um mercado extremamente interessante. Há simplesmente incerteza e uma maior relutância em gastar entre os consumidores chineses”, disse, em entrevista à “Bloomberg”.

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