Sector privado da educação negoceia CCT

Sindicatos e responsáveis do sector particular e cooperativo e do ensino profissional reúnem esta segunda-feira, 29 de maio, com vista a acertar as condições de trabalho para o ano letivo 2024/2025.

Sector privado da educação negoceia CCT
Certificados de Aforro

Têm início esta segunda-feira, 29 de maio, as negociações respeitantes ao Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), que regula as condições de trabalho de todo o setor privado da educação – docentes e não docentes do ensino particular e cooperativo e do ensino profissional, para o ano letivo de 2024/25.

De manhã a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) reúne com a frente sindical composta pela FNE, SINAP, SINDEP e sindicatos de não docentes e da parte da tarde com a FENPROF.

Em cima da mesa estão fatores como: inflação; aumento do Salário Mínimo Nacional, que obriga à atualização salarial das carreiras docentes e não docente e o acordo de rendimentos celebrado em sede de concertação social. A melhoria das condições de trabalho e a  necessidade de reter e atrair profissionais para o sector também figuram entre as questões a abordar entre patrões e sindicatos.

O ensino particular e cooperativo representa cerca de 20% do sistema educativo nacional. É frequentado, do pré–escolar ao secundário, por cerca de 327 mil alunos e emprega cerca de 40 mil pessoas entre pessoal docente e não docente.

“É imprescindível continuar a construir o caminho de estabilidade, valorização e previsibilidade para todos os trabalhadores do ensino particular e do ensino profissional que iniciámos no passado”, afirma Rodrigo Queiroz e Melo, coordenador da mesa negocial patronal da CNEF e diretor executivo da AEEP – Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.

“As legítimas expetativas dos nossos colaboradores e a necessária sustentabilidade das instituições implicam uma convergência que requer tempo e ponderação. Adicionalmente, o congelamento feito pelos sucessivos Governos das verbas adstritas aos contratos de associação e de patrocínio e a não atualização das tabelas do profissional criam uma situação de especial fragilidade financeira para muitas instituições”, explica.

A Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) existe desde novembro de 2012, numa iniciativa conjunta da Associação de Estabelecimentos de Ensino particular e Cooperativo (AEEP) e a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO).

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“Uma consciência tranquila. Uma consciência totalmente tranquila. O processo não começou bem, começou mal, mas acabou bem. Temos mais de 50 mil alunos no ensino superior. Todos os alunos tiveram as notas. Os que não estão satisfeitos podem reclamar. Isso todos os anos acontece. Damos os mecanismos para isso. E, por isso, continuamos a melhorar o nosso sistema educativo”, declarou Fernando Alexandre.