O atual secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, terá prestado assessoria ao Ministério da Defesa no início de 2019 sem ter um contrato celebrado para esse fim, avança este sábado o Correio da Manhã. De acordo com o mesmo jornal, o responsável acabaria por assinar um contrato de prestações de serviços no valor de mais de 60 mil euros com a Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, que foi concluído apenas quatro dias após a assinatura.
Segundo relata o Correio da Manhã, Capitão Ferreira começou a participar em reuniões com os responsáveis da Defloc e da Força Aérea, no âmbito da negociação dos contratos de manutenção dos helicóptero EH-101, em fevereiro de 2019, mas só a 25 de março assinou o referido contrato. Mais, ainda que esse contrato estabeleça um prazo de execução de 60 dias, foi concluído quatro dias após a assinatura, o que significa que o agora secretário de Estado cobrou mais de 60 mil euros ao Ministério da Defesa por cinco dias de trabalho (50 mil euros, mais IVA). Fontes do sector militar garantem ao jornal que “era impossível fazer aquele trabalho em apenas cinco dias”.
Questionado, Capitão Ferreira explica que “o contrato de prestação de serviços de assessoria técnica e respetivo pagamento respeitam apenas ao acompanhamento da concreta negociação relativa ao Contrato de Manutenção da Frota de Helicópteros EH-101 FISS2+: Plano de Contingência”. Não presta, porém, esclarecimentos sobre as circunstâncias em que participou nas reuniões de fevereiro.