O secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, defendeu o aumento das interligações entre a Madeira, os Açores e Canárias e também com os países vizinhos situados na Costa de África e ainda “passar a olhar” para a cooperação com os Estados Unidos e com o Canadá e para os benefícios económicos que essa cooperação poderá trazer para as regiões ultraperiféricas e para a União Europeia.
A ideia foi defendida durante um encontro sobre “A Inserção Regional das Regiões Ultraperiféricas”, que decorreu em Las Palmas, e que contou com a presença de responsáveis da Comissão Europeia, deputados do Parlamento Europeu e representantes de todos os Governos das Regiões Ultraperiféricas (RUP), como os Açores, Canárias, Guadalupe, Guiana Francesa, Madeira, Martinica, Maiote, Reunião e Saint-Martin.
“É preciso olhar as RUP atlânticas como uma forma de incrementar e melhorar ainda mais os laços de cooperação económica que a Europa tem com estes países”, disse Rogério Gouveia.
O governante salientou que o Governo Regional da Madeira tem prestado uma “atenção crescente” às ações de cooperação territorial, algo que vai continuar a “merecer um empenho continuado” nos próximos anos.
Rogério Gouveia salientou a importância do MAC 2021-2027, que considerou um “instrumento fundamental” para impulsionar a inserção regional das Regiões Ultraperiféricas da Macaronésia no seu espaço de cooperação, e destacou que este programa contempla um conjunto de domínios para os quais as ações implementadas no contexto das ultraperiferias podem representar um “evidente benefício” para toda a União Europeia.
O secretário das Finanças utilizou como um dos exemplos a economia azul, e da exploração dos seus recursos, face ao peso que a Zona Económica Exclusiva tem na União Europeia, e o papel que as regiões ultraperiféricas podem desempenhar tendo em conta o conhecimento que possuem em áreas como o meio marinho, a segurança e a governação marítima.
A proteção da biodiversidade foi outra área destacada pelo governante e defendeu que se deve fomentar uma “articulação de meios e soluções com os países terceiros vizinhos, incluindo o domínio da prevenção de catástrofes naturais”.
Rogério Gouveia disse também que o desenvolvimento de energias renováveis pode contribuir positivamente para o desenvolvimento destas regiões e facilitar o acesso da União Europeia a novos mercados regionais relevantes.