Secretária de Estado do Turismo defende “benefício extra” para nómadas digitais que invistam no interior

Rita Marques considera que a curto prazo o novo programa de visas para os nómadas digitais poderá causar problemas ao nível da habitação, mas que cabe ao Governo encontrar soluções para resolver essa questão.

Secretária de Estado do Turismo defende “benefício extra” para nómadas digitais que invistam no interior
Foto cedida

Rita Marques defende que os nómadas digitais que queiram investir no interior de Portugal devem ter um benefício extra mensal. A ideia da secretária de Estado do Turismo foi partilhada durante um painel dedicado aos nómadas digitais realizado esta sexta-feira, 4 de novembro, na Web Summit.

“Criámos um novo programa de visa para os nómadas digitais, onde basicamente quem quiser viver e investir no interior do país terá um benefício extra por mês”, referiu. Contudo, “a curto prazo este programa poderá vir a causar algum tipo de problemas pelo facto de muitos estrangeiros escolherem Lisboa e Porto como cidades para o teletrabalho e isso irá levar a uma subida dos custos da habitação”, afirmou, destacando que caberá ao Governo procurar soluções para fazer face a esta problemática.

“Somos um país com uma mentalidade muito aberta e os nómadas digitais podem impulsionar a nossa economia. O mundo está a ficar cada vez mais velho e Portugal não é exceção. Temos sido um país que tem sido vendido não apenas para ser visitado, mas também para se viver, não é por acaso que estamos no topo dessa lista. Estamos a lidar com um problema demográfico e precisamos de atrair mais pessoas para o nosso país”, salientou.

Recorde-se que o novo programa de visa para os nómadas digitais está em vigor desde o final de outubro, sendo válido para cidadãos cujos rendimentos são superiores a quatro ordenados mínimos e que podem vir para Portugal em modo de teletrabalho.

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