“São sempre necessárias pessoas”

Numa conversa com Nuno Mello, Head of Sale da XTB, ficamos a conhecer o que esperar da banca do futuro.

“São sempre necessárias pessoas”
Sem nome (600 × 960 px) (960 × 600 px) (13)

Há poucos sectores que tenham mudado tanto nos últimos anos como o sector da banca. Dos grandes edifícios luxuosos, com funcionários fardados e rigor, até às app’s no telemóvel, foi um longo caminho percorrido à velocidade da luz. Se até há poucos anos para tratar de qualquer assunto no banco era preciso uma deslocação, com o cuidado de o fazer antes das 15h00, hoje não imaginamos esperar para ter de fazer uma transferência ou um investimento.

A inovação é assim parte essencial para o desenvolvimento da banca. Quais sãos os próximos da digitalização? O que pode a inteligência artificial oferecer ao sector? Como será o dinheiro do futuro? Qual é o papel das pessoas num sector cada vez mais digital? Esta são algumas das questões que o sector da banca procura responder quando se posiciona para o futuro.

Na JE Lab Talks: Banco do Futuro, o JE Lab esteve à conversa com Nuno Mello, Head of Sale da XTB, a corretora digital que tem apostado na inovação digital para crescer.  O impacto da inovação na banca foi o pontapé de saída para esta talk. Para Mello a inovação tem um impacto “gigantesco” no sector, frisando que ainda recentemente a XTB contratou um novo responsável especialista em inteligência artificial, para, numa primeira instância para introduzir a IA nos processos internos da empresa, mas com o projeto de no futuro “poder passar esses processos de inteligência artificial para o cliente, para que o possa ajudar a receber informação mais direcionada para os seus interesses, em termos de instrumentos financeiro, e também para permitir uma análise comparativa dos vários instrumentos e dos vários investimentos, mais eficiente”.

Outro dos temas abordados foi a exigência dos clientes, que procuram cada vez mais produtos customizados, que vão de encontro às suas necessidades específicas. O Head of Sales da XTB reconheceu que essa evidência está cada vez mais presente, tendo levado a empresa a oferecer ações e ETFs, produtos mais conservadores e que vão mais ao encontro dos consumidores portugueses. Sublinha ainda que os clientes procuram aquilo a que chama one stop chop, ou seja, um local onde possam fazer todo o tipo de investimentos. Outro aspeto desta exigência prende-se com o nível de informação que os clientes têm, obrigando as empresas a ter ofertas sólidas a preços competitivos, sob risco de serem ultrapassados pela concorrência.

A digitalização acarreta, juntamente com enormes vantagens, alguns riscos e desafios, sendo a cibersegurança um dos temas centrais quando falamos na digitalização da banca. O sector lida não apenas com dados muito sensíveis, mas também com o dinheiro dos clientes. Garantir a segurança das informações e dos bens e das informações dos clientes é assim essencial para garantir o sucesso da banca do futuro. Nuno Mello reconhece que é “complicado face à realidade atual” garantir a cibersegurança completa, mas relembra que a XTB nunca teve qualquer quebra de segurança. Para o executivo isso deve-se aos vários protocolos de segurança da empresa que, para além da palavra-chave, só permite depósito e levantamento na conta que do cliente, a autenticação por PIN enviado para o telemóvel do cliente, e vai sem implementado um sistema de autenticação de dois fatores que, podendo tornar um sistema um pouco mais lento na resposta, garante uma maior segurança.

Falar da banca do futuro é também falar do dinheiro do futuro. Segundo o Head of Sale da XTB a desmaterialização do dinheiro é uma tendência antiga e a moeda digital é apenas o próximo passo dessa evolução. São cada vez menos as pessoas que fazem pagamento com dinheiro físico. Os pagamentos com cartão, MB Way e com app’s de pagamentos fazem cada vez mais parte do dia-a-dia dos consumidores. Por isso o aparecimento das moedas digitais emitidas pelos bancos centrais, como o Banco Central Europeu veio agora anunciar, é a evolução natural do processo de desmaterialização do dinheiro.

E que espaço sobra para o fator humano neste sector cada vez mais digital? Para Nuno Mello não há dúvidas que as pessoas continuam a ser essenciais, mesmo com o avanço da tecnologia. “Todos os outputs que saem dos mecanismos da inteligência artificial têm de ser verificados a todo o momento por uma equipa de operacionais para ver se os dados que estão a alimentar essas ferramentas são fidedignos e se o output dessa ferramenta também é fidedigno. Vamos ter de ter sempre uma equipa grande de analistas e de IT.” Para além disso também são sempre necessários os gestores de conta que fazem o acompanhamento dos clientes, um contacto essencial entre a empresas e os consumidores.

Pode assistir a esta talk na íntegra aqui.

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido com a colaboração da XTB.

 

Relacionado

A Black Friday começa muito antes dos descontos

A Black Friday começa muito antes dos descontos

JE Lab e E-goi2 Set
Para as marcas, a Black Friday já não começa quando chegam os descontos. Começa semanas antes, na análise dos clientes, na definição das campanhas e na capacidade de antecipar aquilo que cada consumidor procura. Com a Inteligência Artificial e a automação a ganhar espaço no marketing, a preparação para o maior pico de consumo do ano está a mudar de ritmo
EY EnergyShot com Filipe Santos

EY EnergyShot com Filipe Santos

JE Lab28 Ago
Neste episódio, recebemos Filipe Santos, CEO do Smart Energy LAB, uma organização que se dedica ao desenvolvimento de soluções inovadoras para acelerar a transição energética. Numa conversa conduzida por José Roque, Partner EY, Energy & Resources Sector Leader, foram explorados os desafios da mobilidade elétrica e o papel da inovação no futuro da energia. Em destaque esteve o EDGE, uma solução tecnológica focada na gestão inteligente de carregamento de veículos elétricos em edifícios com estacionamento partilhado.
Internacionalização do agronegócio no espaço lusófono

Internacionalização do agronegócio no espaço lusófono

JE Lab26 Ago
Portugal, Brasil e Angola estão a criar novas oportunidades para o agronegócio. Neste episódio do AgroConnect, Sofia Nunes, Aymeric Frisch e Adilson Mognol partilham experiências concretas de internacionalização, os desafios de adaptação aos mercados locais e o papel da tecnologia, da proximidade cultural e da língua portuguesa na construção de novos negócios