Rússia anuncia início de manobras no Mar Báltico

A Rússia anunciou hoje o início de manobras com navios e aparelhos da força aérea no Mar Báltico, zona delimitada sobretudo por países da NATO que Moscovo encara como uma ameaça existencial.

Rússia anuncia início de manobras no Mar Báltico
epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

O Ministério da Defesa russo detalhou que as manobras, designadas como “Ocean Shield 2023”, preveem cerca de 200 exercícios militares com “mais de 30 navios e embarcações de combate, 20 navios de abastecimento, 30 aeronaves (…) e cerca de 6.000 militares”.

O ministério acrescentou que o objetivo destas manobras é “verificar a capacidade da frota militar para defender os interesses nacionais da Rússia” numa área “operacionalmente importante”.

O comunicado do ministério russo divulgado na plataforma Telegram não especifica a duração das manobras.

Segundo a agência noticiosa Interfax, a Defesa russa informou ainda que as operações estão a ser conduzidas sob o comando do almirante Nikolai Evmenov.

Estas manobras ocorrem num contexto de crescentes tensões com os países europeus e aliados da NATO devido ao conflito em curso na Ucrânia.

Desde que a Rússia lançou a ofensiva contra a Ucrânia, os países com costa no Mar Báltico (Alemanha, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Polónia e Suécia) cerraram fileiras contra Moscovo.

Na sequência da ofensiva, Finlândia e Suécia prescindiram da sua tradicional política de não-alinhamento militar e pediram a adesão à NATO, um passo já concretizado para Helsínquia. Já Estocolmo está a aguardar a ratificação dos parlamentos da Turquia e da Hungria.

Moscovo perdeu os seus gasodutos estratégicos no Mar Báltico, que ligam o seu território à Alemanha, danificados por explosões que ainda não foram explicadas, e a Europa decidiu abdicar dos hidrocarbonetos russos, de forma a sancionar a Rússia e evitar financiar o esforço de guerra do país.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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