Rui Jorge, o homem da revolução tranquila

Rui Jorge, o homem da revolução tranquila
Rui Jorge, o homem da revolução tranquila

Da derrota frente à Albânia em Aveiro brotou a gritaria e a conjetura de cenários apocalíticos para o futuro da seleção nacional de futebol sub-21. Revolução, defendiam uns; revolução, clamavam outros e no meio desta indefinição saiu um técnico desgastado e entrou um selecionador castigado. Tal como o centro do furacão (que ao que dizem é a zona mais calma para se estar), Rui Jorge, técnico dos sub-21 portugueses, respondia em campo com uma qualificação histórica (e pouco mediatizada) para o playoff que acabaria por levar os mais novos ao Europeu da categoria em 2015: oito vitórias em outros tantos jogos, ao que se seguiram ainda duas vitórias frente à Holanda (2-0 e 5-4). No total, dez triunfos e 29 golos marcados. Talvez daqui a uns anos e com a devida evolução de jovens talentos, recordemos o trabalho de Rui Jorge como um dos mais importantes alguma vez feitos em seleções jovens. Se existe futuro na seleção nacional (e o futuro da seleção não passa pelo surgimento de um novo Cristiano Ronaldo mas pelo crescimento de um grupo de bons jogadores que façam um excelente coletivo), em muito se deve à serenidade e competência deste técnico.