O hacker por detrás do maior roubo de criptomoedas à plataforma “Poly Newtwork” no valor de 610 milhões de dólares (cerca de 519,09 milhões de euros) devolveu a maior parte do dinheiro.
De acordo com a notícia avançada pelo “The Guardian”, esta sexta-feira, o hacker em questão dedicou-se a expor vulnerabilidades cibernéticas, mediante a devolução dos fundos e devolveu 342 milhões de dólares (cerca 290 milhões de euros).
Ainda assim, a “Poly Network” confessou que “o processo de reembolso ainda não foi concluído”. “Para garantir a recuperação segura do ativo do utilizador, esperamos manter a comunicação com o senhor white hat e transmitir informações precisas ao público”, disse a empresa.
O ainda não identificado hacker (ou hackers) parece ter explorado uma vulnerabilidade nos contratos digitais que a “Poly Network” utiliza para mover ativos entre diferentes blockchains.
A plataforma anunciou o ataque na terça-feira e na quarta-feira, os hackers começaram a devolver as moedas roubadas, levando alguns analistas da blockchain a especular que os responsáveis pelo ataque consideraram a lavagem de criptomoedas difícil.
Mais tarde na quarta-feira, os hackers disseram em mensagens digitais também compartilhadas pela Elliptic que perpetraram o ataque “para se divertir” e queriam “expor a vulnerabilidade” antes que outros pudessem explorá-la.
O roubo da Poly Network ultrapassou em muito o recorde de 474 milhões de dólares em perdas criminais registadas por todo o sector de finanças descentralizadas (DeFi) de janeiro a julho.
Segundo os especialistas em criptografia o roubo ilustra os riscos do setor de DeFi, em grande parte não regulamentado.