Revitalização da Serra da Estrela é “promessa por cumprir há demasiado tempo”

“Quatro anos depois, essa promessa continua por cumprir. Quase nada foi investido dos 155 milhões de euros anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural”, alertou António José Seguro.

Revitalização da Serra da Estrela é “promessa por cumprir há demasiado tempo”
Portuguese President, Antonio José Seguro, delivers a speech at the 2nd Lisbon Conference organised by the NOW channel (Medialivre) under the theme “The Great Transformation: The World in an Age of Uncertainty”, and curated by Durao Barroso, the event focuses on the debate surrounding transatlantic relations and the new geopolitical order, Liosbon, Portugal, 16th June 2026. ANTONIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República lembrou hoje que a revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela é uma promessa que “se arrasta há demasiado tempo”, desde o incêndio que em agosto de 2022 “durou mais de duas semanas”.

“Quatro anos depois, essa promessa continua por cumprir. Quase nada foi investido dos 155 milhões de euros anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural”, alertou António José Seguro.

Na Guarda para as comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, o chefe de Estado defendeu que a Serra da Estrela, “que é também um dos principais ativos desta região do interior de Portugal, merece mais do que promessas”.

No seu discurso, o Presidente da República reiterou que tem transmitido “a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta” no combate aos incêndios.

“O relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado e foi revelado há poucos dias, vai no mesmo sentido. E aponta algo ainda mais preocupante: muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado”.

Por isso, António José Seguro considerou que “é urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas ‘sine die’”.

“As intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada. E clamam por uma observação atenta da Presidência da República sobre a proteção e a segurança das comunidades, à qual tenho dedicado uma parte significativa do meu trabalho”.

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