O ministro das Finanças britânico, Jeremy Hunt, admitiu que o Reino Unido deve evitar uma recessão no presente ano. As declarações foram feitas esta quarta-feira, durante a apresentação do orçamento para o presente ano, sendo que o documento deve incluir medidas para acelerar o crescimento económico.
Um estudo do Instituto de Responsabilidade Orçamental (OBR) previa, no passado mês de novembro, que a economia do Reino Unido iria contrair 1,4% este ano. No entanto, uma nova análise do gabinete apresentou mudanças sobre o futuro da economia da Grã-Bretanha.
“O OBR prevê que, devido à mudança de fatores internacionais e às medidas anunciadas, o Reino Unido não entrará em recessão técnica este ano”, afirmou o ministro das Finanças. Assim, a economia britânica evita a contração económica em dois trimestres consecutivos, depois de ter evitado a recessão técnica por ter estagnado.
O Reino Unido é a única economia do G7 a já ter recuperado o seu tamanho pré-pandémico, depois de uma década de crescimento quase estagnado antes do impacto do Covid na atividade e um aumento da inflação que permanece acima de 10%.
“Apesar da contínua instabilidade global, o OBR informou hoje que a inflação no Reino Unido cairá dos 10,7% no último trimestre do ano passado, para 2,9% até ao final de 2023”, afirmou Jeremy Hunt.
O ministro também descartou uma possível grande onda de gastos ou grandes cortes de impostos no seu plano orçamental. São vários os economistas que afirmaram que o ministro provavelmente quer segurar algum poder fiscal para uma altura mais próxima das eleições nacionais de 2024.
Espera-se que o ministro não desenrole grandes gastos agora, e que use o seu discurso sobre o orçamento para abordar algumas das causas profundas dos problemas económicos da Grã-Bretanha.