Regulador processa Amazon por abuso do monopólio de mercado

O 'marketplace' está a esconder anúncios onde se fazem os maiores descontos e faz uso de ilegalidades para cobrar demasiado tanto a compradores como a vendedores.

Regulador processa Amazon por abuso do monopólio de mercado
Amazon

A Comissão Federal de Comércio norte-americana processou a Amazon por, alegadamente, estar a fazer uso do seu monopólio para impor custos mais elevados aos seus consumidores, de forma ilegal, além de prejudicar a concorrência e ainda explorar os vendedores. O caso foi dado a conhecer esta terça-feira.

A empresa é detida por Jeff Bezos, considerado um dos homens mais ricos do mundo e conta com o maior marketplace online do globo (com larga margem para o segundo maior). Está a ser acusada, não apenas pelo regulador referido, mas também por 17 estados dos EUA de, entre outras opções, ficar com quase metade do dinheiro gerado pelos vendedores, que podem comercializar um pouco de tudo.

A somar a isto, a Amazon estará a tornar “invisíveis” às pesquisas (feitas por potenciais compradores) os anúncios com preços onde se fazem grandes descontos nos produtos, além de forçar quem compra a usar a sua rede de logística.

Lina Khan lidera o regulador desde 2021, quando foi escolhida pelo presidente norte-americano Joe Biden para desempenhar o cargo de comissária daquela comissão. Desde então, a responsável tem tido uma abordagem firme com as gigantes tecnológicas, já que acredita que, durante décadas, as mesmas beneficiaram de falhas no que diz respeito ao escrutínio sobre elas exercido.
“A nossa queixa explica como a Amazon fez uso de um conjunto de estratégias punitivas e coercivas para manter ilegalmente os seus monopólios”, referiu a responsável, em declarações citadas num comunicado.
Os investidores reagiram de forma negativa, de tal forma que os títulos da companhia, cotada em Wall Street, caíram mais de 4% e encerraram a sessão a valer 125,98 dólares.

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