Receitas de conteúdos em podcast podem atingir os 13.500 milhões de euros em 2030

No ano passado esta indústria alcançou receitas a nível mundial de 3.600 milhões de euros. Segundo as estimativas do banco internacional de negócios Houlihan Lokey, a previsão para 2023 é de que possa registar uma receita de 4.530 milhões de euros.

Receitas de conteúdos em podcast podem atingir os 13.500 milhões de euros em 2030
Patrick Breitenbach

Os conteúdos audiovisuais são cada vez mais uma das principais tendências de negócio a nível mundial, sendo prova disso o contínuo aumento das suas receitas que em 2030 podem atingir os 13.500 milhões de euros, segundo as estimativas do banco internacional de negócios Houlihan Lokey, reveladas pelo jornal “El Economista” esta terça-feira.

No ano passado, esta indústria alcançou receitas a nível mundial de 3.600 milhões de euros e a previsão para 2023 é de que possa registar um aumento para os 4.530 milhões de euros.

A entidade bancária estima que o sector audiovisual no seu conjunto tenha gerado negócios no ano passado no valor de 82.500 milhões de euros, prevendo-se que cresça para os 89.700 milhões de euros em 2023 e alcance os 150.500 milhões de euros em 2030.

A faixa etária entre os 35 e os 64 anos é a que mais tem aderido a este formato audiovisual com aumentos homólogos de 200%.

De resto, empresas como o YouTube, 37% ao Spotify, 30% ao Amazon Music e 14% têm vindo a registar crescimentos expressivos, o que tem levado a alterações estratégicas nos seus negócios.

A Apple foi reforçada com a compra da Subverse (dona da Scout FM), bem como da empresa de inteligência artificial AI Music. A Amazon comprou a produtora independente de podcasts Wondery, bem como a Art19, que possui ferramentas online projetadas para ajudar os criadores de conteúdo a monitorizarem as suas produções.

Com valores inferiores a 100 milhões de dólares, destacam-se a compra da PodcastOne pela LiveOne, por 60 milhões de dólares, e a integração da empresa de Inteligência Artificial Supertone, na Hybe, avaliada em 32 milhões de dólares.

Tudo isto levou também a aumento do preço das subscrições entre 10% e 20%, nos 40 maiores mercados do mundo nos últimos meses das principais empresas online. A Amazon Music a subir o preço da sua oferta ‘Unlimited’ em 10%, ‘Family’ em 13% e ‘Premium’ em 11%.

A Apple Music aumentou os preços das suas propostas Premier (10%), Família (13%) e Anual (10%), enquanto a Deezer fez subir o preço do modelo ‘premium’ em 20% no Reino Unido. Já o Spotify aumentou em 20% a sua oferta para estudantes em dez países europeus, Reino Unido e Estados Unidos.

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