“Re Search TEX REX”: a reutilização têxtil como ponto de partida da exposição de Ana Baleia

A Galeria PLATO, em Évora, apresenta o trabalho desenvolvido pela designer e artista têxtil Ana Baleia no âmbito do ‘upcycling’ têxtil. A arte ao serviço da mitigação dos resíduos têxteis. Um caminho em prol do futuro.

“Re Search TEX REX”: a reutilização têxtil como ponto de partida da exposição de Ana Baleia
TEX-REX_web

No dia 3 de fevereiro, a designer e artista têxtil Ana Baleia, irá apresentar na Galeria PLATO, em Évora, as criações resultantes de um ano de experiências e exercícios artísticos, realizados no âmbito do seu projeto TEX REX – Textile Reuse Research, um processo de pesquisa criativa sobre métodos de reutilização têxtil, que tem por base a destruição de roupas descartadas.

Na origem deste projeto está a consciência da enorme quantidade de resíduos têxteis produzidos diariamente, um problema socioambiental, cujas consequências urge minimizar. A artista, que já trabalhou em empresas de produção massiva e conviveu de perto com esta realidade, desenvolve há vários anos projetos dedicados ao upcycling, com vista a contribuir para uma economia circular na área dos têxteis.

A exposição “Re Search TEX REX” propõe-se refletir sobre o consumo e o desperdício têxtil, tendo como pano de fundo um território com grande tradição no aproveitamento de tecido, o Alentejo. A Galeria PLATO, em Évora, foi o local escolhido para esta exposição, que estará patente ao público até dia 10 de fevereiro.

Breves notas sobre o processo criativo

“TEX REX” parte da ideia de destruir as peças de vestuário antes de as reutilizar, transformando-as numa nova matéria-prima, mais versátil e apelativa, com possibilidade de aplicação prática, não só em peças artísticas, mas também de design, arquitetura, moda e outras.

Para o efeito, foram desenvolvidos testes utilizando diversas técnicas, como a mistura com colas e resinas, o uso combinado com redes metálicas e outros materiais, o recurso a moldes, vários tipos de costuras, realização de bordados, e outros processos que ligam os métodos tradicionais à tecnologia. Um trabalho que contou com a participação de várias as entidades e parceiros, como o _ARTERIA_LAB e a Universidade de Évora, e com o apoio do Programa Magallanes_ICC e da Direcção Regional de Cultura do Alentejo.

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