PSI encerra no ‘verde’ com elétricas em destaque, após subida dos juros

No mesmo dia em que o BCE subiu os juros, a bolsa de Lisboa encerrou a sessão no 'verde', particularmente impulsionado pelo sector energético, com a EDP e a EDP Renováveis a liderarem os ganhos. Um crescimento que significa um contraciclo face às mais importantes congéneres europeias, que encerraram em perda.

PSI encerra no ‘verde’ com elétricas em destaque, após subida dos juros
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A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta quinta-feira, dia 4 de maio, a crescer 0,36%, para 6.090,34 pontos, com destaque para as valorizações de algumas cotadas do sector energético. O sentimento positivo contraria as principais congéneres europeias, que encerraram em queda na sequência de nova subida das taxas de juro, em 25 pontos base, por parte do Banco Central Europeu (BCE).

Entre as maiores subidas sobressaem as elétricas EDP Renováveis, a crescer 2,21%, para 20,10 euros por título, a EDP a ganhar 1,21%, até aos 4,96 euros.

Em sentido contrário, a Sonae perdeu 1,55%, para 1,016 euros, seguida pela Mota-Engil a derrapar 1,02%, para 1,95 euros, ao passo que o BCP contraiu 0,95% e cada ação está agora avaliada 0,2189 euros.

Entre as principais praças europeias, o Reino Unido protagonizou a queda mais acentuada, na ordem de 1,02%, para 1.247,3 pontos, seguida de França, que escorregou 0,85%, até aos 7.340,77. No caso de Itália, observou-se uma perda de 0,63%, para 2.588,1 pontos, enquanto que na Alemanha houve um decréscimo de 0,54%, até aos 15.729,45 pontos e em Espanha perdeu-se 0,38%, para 9.042,47 pontos.

No mercado dos produtos petrolíferos, o brent está a subir 0,35%, para os 72,58 dólares por barril, ao passo que o crude está 0,17%, mais caro, com o barril a ser negociado em 68,72 dólares por barril.

Nas divisas, o euro está a desvalorizar 0,44% face ao dólar e um euro vale agora 1,1010 dólares.

“As Bolsas europeias encerraram em baixa, no dia em que o BCE agiu sem surpresa e elevou a taxa de juro diretora da Zona Euro em 25 pontos base, para os 3,75%. A presidente Christine Lagarde colocou futuras decisões de subidas de taxas dependentes da evolução da economia, mas admitiu que a taxa será mantida a níveis suficientemente restritivos de modo a combater uma inflação ainda muito elevada. A maior novidade residiu no anúncio de que o BCE irá duplicar o ritmo de redução de balanço, dos €15 mil milhões por mês atualmente em vigor, para os €30 mil milhões por mês a partir de julho. Ainda assim, a reação às comunicações foi tranquila, mantendo-se a queda matinal. Quem conseguiu escapar foi o PSI, impulsionado por EDP, EDPR, Altri e Galp”, de acordo com o analista de mercados do Millenium Investment Banking Ramiro Loureiro.

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