A sessão desta segunda-feira, 13 de março, foi de perdas generalizadas para os índices bolsistas por toda a Europa, na sequência da falência do Silicon Valley Bank. A bolsa de Lisboa não foi exceção e fechou perder 2,15%, para os 5.896,08 pontos, com o BCP a protagonizar a queda mais acentuada das várias cotadas.
Os títulos do banco caíram de forma acentuada, na ordem de 7,39%, para os 0,2056 euros. Entre as maiores quedas, seguem-se a Galp a perder 4,19%, para um total de 10,40 euros, a Sonae, que contrai 2,82%, para 1,033 euros, a Semapa, a derrapar 2,73%, para 13,52 euros e a Mota-Engil, a cair 2,28%, para 1,542 euros.
A única cotada na bolsa de Lisboa a valorizar foi a EDP Renováveis, que ganhou 0,30%, para 20,15 euros.
Na Europa, a tendência foi igualmente de perdas acentuadas, com o Itália 40 a escorregar 5,83%, para 2.513,7 pontos, o IBEX 35 (Espanha) a perder 3,51%, para 8.958,90 pontos, o DAX (Alemanha) a desvalorizar 3,04%, até aos 14.959,47 pontos, ao passo que o CAC 40 (França) derrapa 2,90%, para 7.011,50 pontos e o FTSE 100 (Reino Unido) perde 2,60% e passa a registar 1.221,2 pontos
Nas divisas, o euro está a valorizar 0,94% face ao dólar e um euro vale agora 1,0743 dólares.
O custo do brent caiu 2,13% e o barril está a ser negociado em 81,02 euros, ao passo que no caso do crude se regista uma baixa de 2,44%, para os 74,81 euros por barril.
“As bolsas europeias viveram uma sessão de grande volatilidade e terminaram com quedas expressivas. O colapso do Silicon Valley Bank (SVB) continuou a gerar pressão sobre a Banca, levando o sector a recuar mais de 5%, perante recuos superiores a 10% de Commerzbank e Sabadell, bem como acima dos 5% da maioria dos bancos espanhóis. Isto apesar dos congéneres de Wall Street estarem já em território positivo, após as medidas extraordinárias por parte do Governo Biden para reforçar a confiança no sistema financeiro, prometendo a cobertura da totalidade dos depósitos”, de acordo com o analista de mercados do Millenium Investment Banking Ramiro Loureiro.
“O sector tecnológico norte-americano está particularmente animado, uma vez que as expectativas são que a envolvente atual torne a Fed menos agressiva na sua política monetária, com o mercado a apontar agora para que a taxa de juro do banco central fique aquém dos 4% no final do ano, quando há cerca de uma semana se apontava para cerca de 5,6%”, recorda o mesmo especialista.
Notícia atualizada às 17h45