Os proveitos totais do setor do turismo atingiram os 7,2 mil milhões de euros de proveitos totais (+7,2%; +11,0% em 2024) e 5,5 mil milhões de euros de proveitos de aposento (+6,8%; +11,0% em 2024), segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira.
Já os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 32,5 milhões de hóspedes (+3,0%; +5,2% em 2024) e 82,1 milhões de dormidas (+2,2%; +4,1% em 2024).
Em comparação com 2024, observou-se uma aceleração do crescimento das dormidas dos residentes (+5,4%; +2,2% em 2024) e um abrandamento nas dos não residentes (+0,8%; +4,9% em 2024).
As dormidas de não residentes predominaram (69,4% do total) e atingiram 57,0 milhões, enquanto as realizadas por residentes (30,6% do total) totalizaram 25,1 milhões.
Os mercados estrangeiros predominaram em todos os meses de 2025, com maior preponderância nos meses de outubro e de maio, em que representaram 74,8% e 74,4% do total das dormidas apuradas em cada mês, respetivamente.
Os meses de dezembro e agosto registaram-se as menores dependências dos mercados externos, tendo as dormidas de residentes representado 38,7% e 35,8% do total de cada mês, respetivamente.
O mercado britânico manteve-se como o principal mercado emissor (17,7% do total de dormidasbde não residentes), apesar de ter registado um decréscimo de 1,5% nas dormidas. Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total), norte americano (9,6% do total) e espanhol (9,1% do total), estes últimos invertendo a posição que apresentavam em 2024.
Em 2025, o trimestre de verão (julho a setembro) foi aquele em que as dormidas de residentes apresentaram maior quota (32,2% em 2025, após 31,1% em 2024). Em sentido contrário, foi no 2.º trimestre que se registou uma maior dependência dos mercados externos (72,3%, 73,2% em 2024).
Em 2025, a Península de Setúbal foi a região onde se registou uma menor dependência do principal
mercado externo (16,2% do total das dormidas de não residentes), seguindo-se o Norte (16,7%), a Grande Lisboa (16,8%) e a Região Autónoma dos Açores (17,0%).
Por sua vez, a Grande Lisboa foi a região com menor dependência do conjunto dos três principais mercados externos (32,5%), seguida pela Península de Setúbal (34,8%).
Em sentido contrário, o Algarve foi a região mais dependente do principal mercado externo, que representou 35,9% das dormidas de não residentes registadas na região. Seguiram-se o Centro (24,6%), a Região Autónoma da Madeira (23,8%) e o este e Vale do Tejo (22,5%).
O Algarve e a Região Autónoma da Madeira foram as regiões mais dependentes do conjunto dos três principais mercados externos (58,0% e 55,1% do total das dormidas de não residentes, respetivamente.
Os proveitos totais do setor do turismo atingiram os 1,4 mil milhões de euros no último trimestre de 2025, o que significou um crescimento de 5,5% face ao período homólogo e de 7,4% em comparação com o trimestre anterior.
Por sua vez, os proveitos de aposento foram de mil milhões de euros, uma subida homóloga de 4,5% e de 6,8% em relação ao segundo trimestre.
No período em análise registaram-se 7,2 milhões de hóspedes e 17,1 milhões de dormidas, que representam subidas homólogas de de 2,9% e 1,9%, respetivamente (+2,1% e +1,9% no terceitro trimestre de 2025, pela mesma ordem).
Por segmentos, a hotelaria teve um peso de 82,8% do total (+2,4%) seguindo-se o Alojamento local com 13,8% (-2,3%) e o Turismo no espaço rural e de habitação com 3,4% (+7,7%).
Espanha foi o principal mercado externo, no trimestre em análise em cinco regiões: Centro (23% das dormidas de não residentes registadas nesta região), este e Vale do Tejo (19,4%), Alentejo (18,6%), Norte (16,5%) e Península de Setúbal (12,1%).
Já a Alemanha foi o principal mercado externo na Região Autónoma da Madeira (26,8%) e na Região Autónoma dos Açores (20,7%).
O Reino Unido predominou no Algarve (34,5%) e os Estados Unidos foram o principal mercado na Grande Lisboa (17,3%).
O mercado britânico manteve a liderança (16,3% do total das dormidas de não residentes no último trimestre), apesar do decréscimo de 3,1% face ao trimestre homólogo.
As dormidas do mercado alemão, o segundo principal mercado emissor (12,5% do total), aumentaram 1,9%. Seguiu-se o mercado norte americano (quota de 10,0%), que cresceu 2,7%.
Entre os 10 principais mercados emissores no quarto trimestre, o mercado canadiano apresentou o maior aumento (+8,0%). O maior decréscimo observou-se no mercado francês (-8,9%).
No conjunto dos 10 principais mercados externos no quarto trimestre do ano, quatro mercados concentraram mais de metade das suas dormidas numa única região: Irlanda (66,1% das dormidas no Algarve); Brasil (53,5% das dormidas na Grande Lisboa); Estados Unidos (53,1% das dormidas na Grande Lisboa) e Reino Unido (53,0% das dormidas no Algarve).
Nota ainda para a Grande Lisboa que continua como principal destino para os hóspedes residentes em Itália (48,4% das dormidas); Canadá (41,9% das dormidas) e França (29,3% das dormidas). O Algarve foi também o destino preferencial dos hóspedes provenientes dos Países Baixos (45,1% das dormidas).
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu os 55,3 euros no último trimestre, registando um aumento de 0,9% (+4,2% no trimestre anterior).
Por sua vez, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 109,0 euros (+2%, após +4,3% no trimestre anterior).
O RevPAR mais elevado foi registado na Grande Lisboa (92,9 euros), seguindo-se a Região Autónoma da Madeira (85,5 euros). Este indicador registou os maiores crescimentos na Região Autónoma da Madeira (+12,0%) e no Alentejo (+10,3%).
A Grande Lisboa destacou-se ainda com o valor mais elevado de ADR (140,6 euros), seguindo-se a Região Autónoma da Madeira (118,0 euros), tendo esta última apresentado também neste indicador o maior crescimento (+11,9%).