Proteção Civil regista cerca de 500 ocorrências desde o início do ano  

O distrito de Viana do Castelo é o mais afetado pelo mau tempo, devendo este ter sido o motivo que levou à derrocada de parte da muralha da Fortaleza de Valença este domingo. A fortaleza está classificada como Monumento Nacional desde 1928.

Proteção Civil regista cerca de 500 ocorrências desde o início do ano  
Valenca

A Autoridade Nacional da Proteção Civil regista 479 ocorrências em todo o país desde o início do dia 1 de janeiro de 2023, com destaque para o distrito de Viana do Castelo, o mais afetado pelo mau tempo.

“Temos muitas ocorrências no país provocadas essencialmente pelo mau tempo que se está a fazer sentir”, disse à Lusa o porta-voz da ANCP, acrescentando que entre as 00h00 e as 14h40 de hoje registaram-se 479 situações.

Segundo a ANPC, “o distrito mais afetado é o de Viana do Castelo, com 160 ocorrências”, entre inúmeras situações de quedas de árvores e inundações.

Segundo fonte do comando nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil citada pela agência Lusa, parte da muralha da Fortaleza de Valença cedeu este domingo, estando no local o coordenador municipal da Proteção Civil e o presidente da autarquia.

“Às 13h59 recebemos a informação de ter cedido parte da muralha de Fortaleza de Valença, estando no local a acompanhar a situação o coordenador municipal da proteção civil, assim como o presidente câmara”, disse à Lusa o porta-voz da ANPC.

A Fortaleza de Valença, no distrito de Viana do Castelo, está classificada como Monumento Nacional desde 1928 e o mau tempo deverá ser o motivo pelo qual parte da muralha cedeu, avançou aquele responsável.

No sábado, a Proteção Civil alertou precisamente para a possibilidade de cheias em meio urbano em especial no Norte e Centro do país, recomendando a redução de deslocações na noite de fim de ano.

Segundo o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, as bacias hidrográficas onde existem “maiores probabilidades de haver inundações em meio urbano assim como cheias” são as dos “rios Minho, Lima, Cavado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Tejo”.

 

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