Os professores voltam a paralisar já esta quinta-feira, 15 de junho, primeiro dia de greve às provas de aferição do 1.º Ciclo do Ensino Básico. No dia 20 voltam novamente a parar. Veja aqui, os pré-avisos de greve entregues pelos sindicatos da convergência.
As razões da greve, explica a Fenprof – Federação Nacional de Professores – “são as mesmas dos restantes colegas, acrescidas do facto de o ministro da Educação continuar a adiar a apresentação de propostas concretas sobre as reduções de componente letiva, previstas no artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente”. Esta é uma das reivindicações constantes da agenda negocial.
Em Carta Aberta ao ministro da Educação, João Costa, as nove organizações sindicais da convergência, propuseram, esta segunda-feira, retomar o diálogo e a negociação e parar as greves e outras ações de luta previstas até final do ano letivo 2022/2023.
“Enquanto não houver uma resposta do Ministério da Educação, a luta continuará com a greve às avaliações e aos exames, ainda que sujeita a serviços mínimos”, informa hoje a Fenprof.
A estrutura liderada por Mário Nogueira adianta que as organizações sindicais estão a preparar as ações com que avançarão para os tribunais no caso dos servicos mínimos.
De lembrar que as nove organizações sindicais (ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU) requereram, ontem, junto dos colégios arbitrais, a aclaração dos acórdãos que decretam os serviços mínimos, tanto para as avaliações sumativas, como para as provas finais de 9.º ano e os exames do ensino secundário.