Meloni quer que clientes bancários em dificuldades comprem os seus NPL por valor mais baixo

As novas regras italianas para a venda de crédito malparado podem ser mais um golpe para os investidores. Segundo a Bloomberg, o governo de Meloni está a tentar aprovar até ao final do ano, um novo diploma que permita às pessoas e pequenas empresas comprarem os seus empréstimos não produtivos, por uma fração do valor nominal, de acordo com fontes conhecedoras do assunto, citadas pela Bloomberg.

Meloni quer que clientes bancários em dificuldades comprem os seus NPL por valor mais baixo
Giorgia Meloni (1)

As novas regras italianas para a venda de crédito malparado podem ser mais um golpe para os investidores. Segundo a Bloomberg, o governo de Meloni está a tentar aprovar até ao final do ano, um novo diploma que permita às pessoas e pequenas empresas comprarem os seus empréstimos não produtivos, por uma fração do valor nominal, de acordo com fontes conhecedoras do assunto, citadas pela Bloomberg.

https://jornaleconomico.pt/noticias/meloni-assegura-total-responsabilidade-sobre-imposto-aos-bancos/

A proposta foi inicialmente apresentada no fim do ano passado por parlamentares próximos da atual primeira-ministra italiana  e a Bloomberg avança que agora o Governo italiano está a tentar aprovar, até ao final do ano, uma medida favorável aos mutuários em matéria de crédito malparado, como parte do esforço da primeira-ministra Giorgia Meloni para ajudar as famílias e as empresas em dificuldades, num contexto de subida das taxas de juro.

A primeira-ministra está a tentar finalizar um novo quadro que permitiria, aos particulares e às pequenas empresas devedoras, reembolsar as dívidas que se deterioraram em anos anteriores por uma fração do seu valor nominal, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas antes de o plano ser aprovado. O texto do diploma invoca os mesmos argumentos usados para o recente  imposto “windfall tax” sobre a receita da margem financeira da banca italiana.

A proposta de lei pode pôr em risco os investimentos e dificultar a concessão de novos empréstimos, avança a Bloomberg.

 

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