“Preços em Portugal continuam a ser dos mais baixos do mundo”

Em 12 anos, a Bebé Vida viu pais e profissionais de saúde ficarem cada vez mais informados. Com a crise a esmagar os preços, a retoma parece ter chegado a esta atividade.

“Preços em Portugal continuam a ser dos mais baixos do mundo”
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A Bebé Vida surge em 2004, numa altura em que pouco se ouvia falar acerca de células estaminais e criopreservação. Hoje, “felizmente verificamos que contribuímos qualitativamente, ao longo destes 12 anos, para a desmistificação e formação contínua não só dos futuros pais como também de profissionais de saúde”, sublinha Sílvia Martins, Administradora da Bebé Vida. Com sede no Porto, conta com espaço para crescimento e armazenamento superior a 400 mil amostras. O laboratório está devidamente autorizado pela Direção Geral de Saúde e aguarda, a qualquer momento, a Acreditação pela FACT-NETCORD, tornando-se assim o primeiro e único laboratório privado, na Europa, a ter esta distinção. A FACT-NETCORD é uma Fundação Internacional americana sem fins lucrativos que promove a mais alta qualidade em produtos de sangue do cordão umbilical através de padrões e acreditação em todo o mundo para equilibrar a oferta e a procura globais.

Assumindo-se como líder de mercado e apresentando-se como um laboratório mais sólido financeiramente e com tecnologia de última geração, esta empresa, escolha para mais de 30 mil famílias, soma razões para celebrar. Recentemente foi distinguida pelo IAPMEI como PME Excelência e nos últimos sete ano renovou, consecutivamente, a distinção de PME Líder. Distinções que são, para Sílvia Martins, o “corolário de um conjunto de critérios económico-financeiros que têm sido constantes, ao longo dos anos,  e que transmitem a confiança, credibilidade e segurança, e nos distinguem como sendo a melhor e a mais segura empresa em Portugal na área da criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical”.

Procura volta a subir

Nesta área, pode dizer-se que o período entre 2004 e 2011 encerra os “anos de ouro” da procura em Portugal. Segundo elucida Sílvia Martins, registou-se então um crescimento exponencial e particularmente 2010 foi o ano em que a procura registou o seu maior valor em termos absolutos e relativos: mais de 10 mil famílias recorreram à criopreservação privada, cerca de 11 a 12% do número de partos ocorridos.

Contudo, nos últimos dois anos, a procura recuou e o número de famílias desceu para 8300 famílias (em termos relativos, a percentagem baixou ligeiramente para os 10%). Este cenário, para Sílvia Martins, explica-se através de um conjunto de fatores. Desde logo, a crise económica internacional e nacional com repercussões nesta atividade a partir de 2011. Por outro lado, o registo de uma diminuição da taxa de natalidade de 10,4% em 2004 para 8,3% em 2015, sendo que também se registou uma diminuição do rendimento disponível das famílias. A estes fatores a responsável soma o peso de questões como o aumento da idade média das mães para nascimento do primeiro filho e o desaparecimento da classe média-alta. No entanto, a Bebé Vida está otimista pois considera que já se regista um aumento do nível de confiança das famílias, razão pela qual “a empresa decidiu manter um elevado nível de investimentos anuais”, frisa Sílvia Martins.

Preços não vão baixar mais

Questionada sobre se os efeitos da crise levaram a uma redução efetiva dos preços, Sílvia Martins confirma que, tal como a maioria das empresas, independentemente do setor de atividade, também a Bebé Vida teve de ajustar os valores. No entanto, assegura, “é impossível baixar mais os preços dado que se trata de um produto para o qual temos uma responsabilidade de manutenção durante 25 anos”. Vincando a seriedade e importância desta atividade, a responsável recorda que, atualmente, as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical já são usadas no tratamento e cura de mais de 80 patologias clínicas graves e existem mais de 800 ensaios clínicos em curso, em todo o mundo, sobre doenças do foro hemato-oncológico, cardiovascular, neurológico, em medicina regenerativa, entre outros.

“Os atuais preços praticados, em Portugal, continuam a ser dos mais baixos do mundo, apesar de apresentarmos os maiores índices de modernização laboratorial do mundo bem como técnicos altamente qualificados”, reforça Sílvia Martins, acrescentando, inequivocamente que, neste momento, o fator preço não é uma objeção primordial. “Além disso, a Bebé Vida tem tido a preocupação de proporcionar aos pais alternativas de pagamento bastante adequadas aos seus perfis sócio-económicos, o que permite à maioria recorrer ao nosso serviço”, conclui.