Os preços do petróleo podem atingir os 180 dólar caso o conflito no Médio Oriente vá para além de abril, de acordo com fontes do setor petrolífero da Arábia Saudita, avançou o Wall Street Journal.
Tal se deveu aos ataques que têm acontecido em infraestruturas petrolíferas quer do Irão quer de outros países localizados no Médio Oriente. Aqui inclui-se o ataque israelita à infraestrutura de gás iraniana de South Pars, ao ataque iraniano à infraestrutura de Ras Laffan no Qatar e também a infraestruturas sauditas em Yanhu.
De acordo com o Wall Street Journal a preocupação reside em que uma subida abrupta dos preços do petróleo levam a que os consumidores tenham um perfil mais conservador de consumo energético, colocando em causa a estabilidade do mercado.
“A Arábia Saudita geralmente não gosta de aumentos muito rápidos dos preços do petróleo, porque isso cria instabilidade de mercado a longo prazo. Para os sauditas, a equação ideal é um aumento relativamente moderado dos preços, enquanto a sua quota de mercado se mantém estável”, disse o analista de política externa e geopolítica saudita no Centro Rei Faisal de Investigação e Estudos Islâmicos, Umer Karim, citado pela Business Day.
Cenário severo do BCE estima petróleo nos 145 dólares
O cenário mais severo traçado do Banco Central Europeu (BCE) sobre os impactos da guerra no Médio Oriente projeta um pico no preço do petróleo de 145 dólares por barril, enquanto no cenário base fica nos 90 dólares.
Nas previsões económicas divulgadas a 19 de março, que já foram ajustadas aos efeitos da guerra, a inflação foi revista em alta para 2,6% em 2026, 2% em 2027 e 2,1% em 2028, enquanto o crescimento económico foi revisto em baixa, para uma média de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028.
Citibank projeta petróleo nos 120 dólares
Os analistas do Citibank estão a ver “mais potencial de alta” no preço do petróleo, para um intervalo entre os 110 dólares e os 120 dólares, e dão 30% de chance de que esta matéria-prima possa chegar aos 150 dólares caso novos ataques afetam o fornecimento de petróleo ou o Estreito de Hormuz fique fechado até junho.