Portugal em sexto lugar na rentabilidade por dividendo da Europa

Os dividendos na Europa deverão aumentar 4% para atingir os 459 mil milhões de euros em 2025, sendo que a rentabilidade por dividendo na Europa também deverá aumentar.

Portugal em sexto lugar na rentabilidade por dividendo da Europa
dividendo

Os dividendos vão voltar a atingir níveis recordes este ano e Portugal não ficará de fora desta situação, situando-se entre os primeiros 10 lugares no que respeita à rentabilidade por dividendo. A análise da Allianz Global Investors (AllianzGI), intitulada “Dividend Study 2025” indica que os dividendos das empresas do índice MSCI Europe vão rondar os 459 mil milhões de euros em 2025, depois de terem atingido 440 mil milhões de euros no ano passado.

“Espera-se que os dividendos atinjam os 459 mil milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento de 4% face a 2024”, refere a gestora de ativos.

Para 2026, a previsão sobe para os 496 mil milhões de euros – ou seja, mais 13% do que em 2024.

Em Portugal, a Allianz GI prevê que os dividendos aumentem dos 1,75 mil milhões de euros em 2024 para cerca de 1,84 mil milhões de euros em 2025, podendo atingir os 1,9 mil milhões de euros em 2026.

A rentabilidade por dividendo, que representa a percentagem de pagamento face ao preço atual das ações, também segue uma tendência positiva.

Para as empresas do MSCI Europe, a rentabilidade por dividendo situou-se em 3,3% no final de 2024 e poderá subir até aos 3,5% este ano.

Portugal é o sexto país da Europa em termos de rendimento de dividendos. “Para 2024, é esperado que atinja os 4,8%, estimando-se que ascenda aos 4,9% em 2025”, refere o comunicado.

Os dividendos contribuem significativamente para a rentabilidade total do investimento em ações, sublinha a Allianz GI.

O “AllianzGI Dividend Study 2025” destaca como os dividendos podem ser uma fonte de rendimento e defende que é importante ter em conta o efeito estabilizador dos dividendos nas carteiras.

Hans-Jörg Naumer, autor do estudo sobre dividendos e diretor de Mercados de Capitais Globais e Análise Temática da AllianzGI,  destaca que “se olharmos para os últimos 20 anos do índice Stoxx Europe 600, que reúne um maior número de empresas, o nosso estudo mostra claramente que a sua grande maioria tendeu a aumentar os seus dividendos face ao ano anterior”.

“Apenas uma proporção significativamente menor de empresas cortou as suas distribuições, salvo em anos excecionais como 2009, o ano após a eclosão da crise financeira global, e o ano da pandemia. As distribuições totais também aumentaram de ano para ano no passado”, sublinha.

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