O Grupo Parlamentar do PCP dirigiu, esta quinta-feira, um conjunto de questões ao Governo sobre as medidas que se exigem após a sucessão de intempéries que têm tido lugar no nosso país.
No conjunto de perguntas enviadas ao Governo, o PCP referiu que o “país está a atravessar um longo período de instabilidade atmosférica, que tem provocado enormes estragos em vastas regiões do país, para o qual é necessário concretizar um conjunto de apoios públicos que contribuam para minorar as consequências e reconstruir as infraestruturas, as empresas e as vidas das populações afetadas”.
No centro das preocupações do PCP está a garantia de salários e postos de trabalho em empresas cujas atividades foram interrompidas pelos temporais, uma questão endereçada ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Ao Ministério da Economia, o partido exige a coordenação urgente com o setor da construção e materiais para agilizar as reparações e planos concretos de apoio à reconstrução das capacidades produtivas das empresas afetadas.
Já o impacto nas comunidades locais motivou perguntas sobre a reabilitação do Parque Escolar (Ministério da Educação) e a resiliência da infraestrutura nacional perante fenómenos extremos (Ministério das Infraestruturas). O setor primário também é visado, com o PCP a questionar o Ministério da Agricultura e Mar sobre os apoios específicos para o setor da Pesca, severamente fustigado pela agitação marítima.
Numa vertente mais administrativa, o grupo parlamentar solicitou ao Ministério das Finanças e ao Banco de Portugal clarificações sobre como será assegurado o acesso das populações e empresas a serviços bancários durante o estado de calamidade, visando evitar o isolamento financeiro das zonas mais fustigadas.