O ex-líder do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou que a NATO deveria alocar investimento no “quarto ramo das forças armadas, o ciber”.
Durante o 20.º aniversário da empresa VisionWare, o ex-político, sublinhou que “boa parte dos avanços russos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia devem-se à tecnologia”, salientando que “as questões ciber podem destruir a nossa vida em segundos”.
“Na guerra clássica conhecemos o inimigo e sabemos o seu motivo, na guerra ciber não”, referiu.
Na sua opinião “os temas ciber são consequência direta da digitalização, um dos maiores avanços tecnológicos”. Apesar de ser um dos maiores avanços, os temas ciber têm “uma consequência geopolítica, as grandes potencias autocráticas controlam a informação e desinformação e têm um avanço estatal sobre os avanços mais disruptivos da Inteligência Artificial (IA)”.
Aos olhos do ex-vice-primeiro-ministro a “Europa tem de refletir” sobre os seus próximos movimentos, uma vez que tem “tendência para regular mais, e o ponto intermédio seria o melhor”.