Paula Franco recandidata-se a bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, depois de ter o mandato interrompido por força da nova lei das associações profissionais. Em entrevista, analisa o sector e a realidade orçamental.
Qual é o ponto da situação da atividade dos contabilistas certificados? O que é que a preocupa?
O que me preocupa agora é retermos talentos, atrairmos jovens para virem para a profissão e haver um maior reconhecimento dos contabilistas certificados. Este é o ponto de partida para estes próximos quatro anos.
Hoje, com as novas tecnologias, o contabilista certificado terá tempo para reorganizar os seus trabalhos e tem de mudar um pouco o mindset da forma de serviço. Os contabilistas em outsourcing, por exemplo, têm de ter menos clientes e melhores avenças, para poderem estar mais tempo nos clientes. Este tem de ser o mote para que as empresas tenham um acompanhamento diferente, porque o contabilista é uma peça fundamental nas empresas, mas sem tempo perde-se muito daquilo que ele poderia dar e que poderia fomentar a economia e as empresas a serem muito mais produtivas. É este pensamento geral que tem de mudar, quer a nível dos empresários, da sociedade, quer a nível dos próprios contabilistas.
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