Patti Smith, a cantora irreverente, é distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes

O júri destaca "atitude inconformista e transgressora" da cantora, compositora e escritora norte-americana, que levou a intelectualidade para o punk e se transformou numa das mulheres mais influentes do rock.

Patti Smith, a cantora irreverente, é distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes
Marin Driguez/_Agence VU/Redux

Patti Smith, a cantora, compositora e escritora que levou a intelectualidade para o punk e se transformou numa das mulheres mais influentes do rock foi distinguida com o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes de 2026.

O júri salienta que, “tendo-se tornado um ícone cultural ao longo das últimas cinco décadas, a carreira de Patti Smith, segundo especialistas, ultrapassou os limites estritamente musicais para se afirmar como uma comunicadora multidisciplinar e iconoclasta através de diferentes formas de expressão artística”, da poesia à fotografia. E destaca também que existe uma “visão poética da vida” nos livros da autora, a par de uma “atitude inconformista e transgressora”, que é “exemplo para muitas artistas” e continua a “inspirar as novas gerações”.

O comunicado divulgado pela Fundação Princesa das Astúrias dá ainda nota do “carisma extraordinário”, da cantora e do seu empenho “em diversas causas políticas e sociais, sendo considerada um ícone do ativismo e da luta pelos direitos civis”.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Fundação Princesa das Astúrias, em Espanha, quando o mais recente livro de Patti Smith, “Pão de Anjos”, foi publicado este mês pela Quetzal, com tradução de João Pedro Vala. Trata-se de um livro autobiográfico, em que a cantora-escritora partilha as suas memórias mais antigas e íntimas, numa espécie de complemento a uma obra anterior, “Apenas Miúdos”, dedicado aos anos que viveu com Robert Mapplethorpe.

A Quetzal tem publicadas outras obras desta figura icónicas do rock e da poesia contemporânea: “M Train”, “Devoção” e “O Ano do Macaco”.

A atriz norte-americana Meryl Streep (2023), o realizador Martin Scorsese (2018), o arquiteto Norman Foster (2009) e o músico Bob Dylan (2007) são algumas das personalidades que receberam o Prémio Princesa das Astúrias para as Artes em anos anteriores.

Relacionado

O futuro do canto lírico passa pelo Cascais Ópera?

O futuro do canto lírico passa pelo Cascais Ópera?

Ana Pina30 Mai
Entre 29 de maio e 7 de junho, Cascais será o epicentro do concurso internacional de canto, ponto de encontro para jovens talentos líricos vindos de todo o mundo. Com uma participação recorde de 499 concorrentes, não é exagero dizer que o futuro do canto lírico passa pelo Cascais Ópera.