Passos? Maria Luís? Ninguém irrita os gregos como Vítor Pereira

Passos? Maria Luís? Ninguém irrita os gregos como Vítor Pereira
Passos? Maria Luís? Ninguém irrita os gregos como Vítor Pereira

Passos Coelho disse que o programa de Governo do Syriza era “um conto de crianças”, Maria Luís Albuquerque fez a vida negra a Varoufakis nas reuniões do Eurogrupo. Qualquer um dos dois governantes poderia estar entre os portugueses mais odiados pelos gregos mas esse “mérito”, o de português que os helénicos já nem podem ver à frente, vai para um treinador de futebol que apenas está no país há pouco mais de dois meses: Vítor Pereira, técnico do Olympiacos.

Tudo começou num escaldante dérbi entre o Panathinaikos e o Olympiakos. O português cumpriu um velho ritual seu e aproximou-se de uma das balizas. Resultado: fúria dos adeptos da equipa da casa com Vítor Pereira e toda a equipa forasteira a ter de se refugiar nos balneários. Este incidente provocou a suspensão do campeonato grego. “Não tenho medo de ninguém aqui. Não tenho medo de nada”, diria mais tarde.

No entanto, o português não ficaria por aqui. No embate da sua equipa frente ao AEK de Atenas, para a Taça da Grécia, o Olympiakos marcou no minuto 89 e Vítor Pereira festejou de tal forma que duas dezenas de adeptos do AEK atiraram objetos e invadiram o campo rumo ao técnico e jogadores do Olympiacos. Vítor Pereira passou diretamente para as meias-finais da competição mas a equipa de comanda já ganhou o campeonato do clube mais odiado por terras gregas. “Senti a necessidade de celebrar daquela maneira. Marcámos um golo ao minuto 89. Aqueles que me conhecem sabem que sou entusiasta”, justificou o técnico. Sérgio Conceição, que conhece bem o país, já aconselhou Vítor Pereira a manter-se em casa…

José Carlos Lourinho/OJE